Após fim dos protestos, combustíveis chegam na sexta-feira

Com a liberação das rodovias estaduais e federais, por parte dos caminhoneiros, distribuição será normalizada nos postos da região que ficaram sem o produto. Procon de Criciúma está atento a possíveis aumentos abusivos nas bombas


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Tiago Monte

Criciúma

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Alguns postos de gasolina de Criciúma e região chegaram a ficar sem combustíveis, durante a tarde desta quinta-feira, em função da paralisação dos caminhoneiros e a interdição de rodovias estaduais e federais que aconteceu desde a terça-feira, dia sete de setembro. Porém, a previsão dos proprietários dos postos é que a normalização dos estoques aconteça desde a manhã desta sexta-feira. “A gente tem carregamento, o caminhão está na base, e retorna com o produto. Então, na sexta-feira pela manhã já teremos combustível normalmente”, afirma Paulo Roberto Benedet, o Beto, dono de um posto de combustíveis no bairro Próspera.

Durante a noite de quarta-feira e a manhã de quinta, os postos de gasolina da região ficaram tomados por filas de carros com motoristas que temiam uma ampliação da paralisação e com ela a falta de combustíveis. Assim, o movimento nos estabelecimentos foi o considerado o dobro do normal. Consequentemente, alguns postos ficaram sem estoque, pois os caminhoneiros estavam proibidos, pelos manifestantes, de entrar nos centros de distribuição. Entretanto, já na tarde de quinta-feira, as bases de distribuição que estavam bloqueadas foram liberadas após negociações. Assim, o carregamento voltou a normalizar gradativamente.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo em Santa Catarina (Sindipetro/SC), que representa parte dos postos de combustíveis do Estado, anunciou que o setor deve voltar a funcionar normalmente em todas as regiões a partir desta sexta. Segundo o presidente, Luiz Antônio Amin, a situação deve melhorar após a liberação de uma base de distribuição, em Itajaí. Os primeiros caminhões já estão se deslocando da base para os postos de combustíveis da região.

Moradores de Criciúma e região já estavam apreensivos também com uma possível falta de alimentos e desabastecimento dos estoques dos supermercados. Porém, os proprietários estavam precavidos, com mais produtos que o normal nos depósitos, já esperando as paralisações previstas para sete de setembro – e que se confirmaram.

Preços chegaram a ter alta de 20 centavos

Com a iminente falta de combustível, alguns postos da região Carbonífera chegaram a aumentar os preços da gasolina em 20 centavos. Em Criciúma, uma reunião foi realizada com a presença do prefeito interino, Ricardo Fabris, alguns proprietários de postos e o Procon, que entregou uma nota técnica aos participantes.”Não vamos aceitar nenhum aumento abusivo de preços de combustíveis”, diz Fabris.

Após o encerramento da reunião, Fabris se pronunciou através de um vídeo, nas redes sociais, dizendo que o Procon está monitorando os postos de combustíveis, a fim de verificar se houve aumento de preços nas bombas. A fiscalização ocorre após reclamações chegarem na ouvidoria da instituição.

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