Animais são encontrados envenenados na Quarta Linha

Na semana passada, quatro cachorros foram resgatados com sinais de intoxicação. Desses, dois morreram

Foto: Rivana Machado/ Divulgação
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Criciúma

Pela segunda vez, uma onda de envenenamento em animais é registrada no bairro Quarta Linha, em Criciúma. Somente na semana passada, quatro cachorros foram encontrados com sintomas de intoxicação. Desses, dois não resistiram e morreram. Conforme os moradores, em dezembro do ano passado, a mesma situação foi presenciada.

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Rivana Machado, moradora da localidade, relata que em dezembro a pitbull da família foi envenenada e não resistiu. Dessa vez, mais quatro cachorros foram intoxicados. “Uma vizinha, que sempre me ajuda com os animais de rua me mandou mensagem na sexta-feira de manhã dizendo que as duas cachorras da rua, que os moradores cuidam e alimentam, estavam latindo muito. Umas 3h da manhã, essa cadela que a gente chama de Magrela, filha da Mel, foi pedir socorro na casa dela, estavam babando muito, se tremendo, como se tivesse convulsionando”, explica.

As duas cachorras foram encontradas com sintomas visíveis de envenenamento. “A gente entrou em contato com a veterinária, fomos atrás de medicação e, supostamente, foi envenenamento. Ela estava com bastante diarreia, vomitando, praticamente convulsionando. A mãezinha dela também estava com alguns sintomas, mas ela se alimentou um pouco menos, está um pouco melhor, já a Magrela, só ontem [segunda-feira] que ela levantou, andou um pouco”, explica a moradora.

Mas, o envenenamento de animais não parou por aí, outros moradores também relataram mais casos. “Na sexta-feira ao meio dia, outra vizinha encontrou um cachorro morto, com sinais de envenenamento, muita baba e cheiro forte. Não sei que tipo de veneno estão colocando, mas o cheiro que fica é muito forte. No sábado, outra moradora me mandou mensagem dizendo que encontrou o animalzinho dela morto”, lamenta Rivana. “Graças a Deus a gente conseguiu salvar as duas, estão bem e se recuperando. Mas os outros dois, infelizmente, não sobreviveram. É a segunda vez que a gente percebe essa onda de envenenamento”, completa.

Em dezembro, quando houve o outro envenenamento em massa dos animais no bairro, três cachorros morreram. “A minha pitbull eu resgatei da rua, adotamos e eles envenenaram. Essas duas de rua que a gente conseguiu salvar, a Mel, a família morava aqui no loteamento, foi embora e deixou ela prenha, ela ganhou oito filhotes, desses, sete foram adotados e a Magrela ficou com ela. Como não tivemos condições de castrar, nós cuidamos, damos remédios e amparo, mas eles vêm e fazem isso, dão veneno. É uma situação complicada”, desabafa a Rivana.

A situação entristece os moradores, que se doam pelos animais da localidade. “Nós lutamos para fazer o melhor por eles, gastamos do nosso bolso, vamos atrás de castração, tiramos os espinhos e sempre surge alguém sem coração pra fazer isso [envenenar]”, finaliza a moradora da Quarta Linha.

A reportagem do Jornal Tribuna de Notícias tentou contato com a Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) para obter dados mais precisos sobre os casos de envenenamento no município, mas não obteve sucesso.

Multa é de até R$ 20 mil para maus-tratos aos animais

A multa para quem comete crueldade contra animais em Santa Catarina aumentou nesta semana. A lei, sancionada pelo governador Carlos Moisés da Silva, prevê a penalidade para infrações graves, que antes era de R$ 500 a R$ 1 mil, agora é entre R$ 10 mil e R$ 12 mil. Já as infrações consideradas gravíssimas, que poderiam resultar em valores de R$ 1 mil a R$ 2 mil, agora custarão de R$ 12 mil a R$ 20 mil.

O projeto de lei é de autoria do deputado Marcius Machado. Com a alteração do Código de Proteção aos Animais, os crimes como rinhas, abandono de animais e zoofilia (prática sexual de humanos com animais) passam a ganhar mais visibilidade na legislação estadual, sem abrir brecha para contestações.

As infrações são classificadas como leves, graves e gravíssimas. Nos dois últimos casos, será verificado se há agravantes como reincidência, obtenção de vantagem econômica e consequências à saúde e ao bem-estar animal.

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