Wilsão tem a grande chance de se firmar como técnico do Tigre

Jogador mais vitorioso da história do clube, treinador sempre foi chamado para ‘apagar incêndios’

Foto: Celso da Luz/Criciúma EC
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Gustavo Milioli

Criciúma

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Wilson Vaterkemper está em sua quarta passagem no comando da área técnica do Criciúma. Em todas, foi chamado para ser o interino, por já estar ocupando cargos dentro do clube. As outras oportunidades ocorreram nas temporadas de 2010, 2014 e 2019. O momento mais crítico encarado pelo orleanense é o atual. O Tigre ocupa a lanterna do Campeonato Catarinense, a quatro pontos de deixar a zona de rebaixamento, faltando três rodadas para fim. Entretanto, é a grande oportunidade para o treinador se firmar como efetivado.

“É o meu maior desafio. Recebi o convite da diretoria e logicamente não tinha outra alternativa a não ser aceitar, por tudo aquilo que já apresentei ao Criciúma”, afirmou em sua apresentação, na última semana.

Retrospecto

Wilsão já dirigiu o Criciúma por 25 jogos, contando com o empate do último domingo. Foram nove vitórias, oito empates e oito derrotas,  causando um aproveitamento de 46%.

A situação era parecida em 2010. Itamar Schülle foi demitido após começar o Catarinense com duas derrotas, para Joinville e Atlético de Ibirama. O ex-zagueiro assumiu com revés para o Metropolitano, em Blumenau, mas se reabilitou na rodada seguinte, vencendo o Juventus, em Jaraguá do Sul. Assim como neste ano, o Criciúma estava seriamente ameaçado em relação ao rebaixamento, mas conseguiu se recuperar a tempo, terminando o torneio na oitava colocação.

O aproveitamento de Wilsão foi de 48%, com cinco vitórias, cinco empates e quatro derrotas. O péssimo desempenho do Tigre naquele Estadual foi o estopim para o pedido de renúncia do presidente Edson Búrigo (Cascão). Antenor Angeloni assumiu o cargo em março daquele ano, que terminou com o acesso à Série B do Brasileirão. Argel Fucks havia sido o contratado para ser o substituto.

A direção do Criciúma voltou a recorrer aos trabalhos do ídolo carvoeiro em 2014, mas por um período menor. Ao fim do primeiro turno da Série A, o Tigre acumulou uma sequência de sete jogos sem vencer e a derrota em casa para o Flamengo foi a gota d’água ao técnico Wagner Lopes. O resultado havia decretado a entrada da equipe no Z-4. Wilsão assumiu o comando contra o São Paulo, em partida válida pela primeira fase da Copa Sul-Americana, e conquistou a vitória por 2 a 1.

Ele também dirigiu o elenco frente ao Sport, em Recife, pela rodada seguinte do Brasileirão, e no confronto de volta diante do Tricolor Paulista, em São Paulo. Foram duas derrotas e uma vitória nesta segunda passagem, que terminou com o anúncio de Gilmar dal Pozzo.

Há pouco tempo

A história mais recente também foi curta, mas com bons resultados. Depois da demissão de Gilson Kleina na Série B de 2019, Wilsão foi o treinador em cinco confrontos. Foram duas vitórias, dois empates e uma derrota – esta para o líder Bragantino. O retrospecto tirou o Tigre da lanterna da competição e o colocou para fora da zona de rebaixamento. Porém, a direção optou por contratar Waguinho Dias, o que freou a reação. Ele acabou demitido após dois empates e três derrotas consecutivas, dando lugar a Roberto Cavalo. Ao término da temporada, o Tigre amargou a queda.

O atleta mais vitorioso da história

Se Wilson Vaterkemper ainda tenta solidificar sua imagem como treinador do Criciúma, ele possui uma vasta lista de troféus conquistados como jogador. Foram seis títulos catarinenses, além da Copa do Brasil – até hoje a grande estrela atingida pelo clube. Ele defendeu as cores do Tigre em 1985, 87, e de 89 a 99. O zagueiro disputou 426 duelos, se tornando o segundo atleta com mais jogos da história, e venceu 192, também ficando com a vice-liderança neste quesito. Em ambos, está atrás apenas de Vanderlei Mior, que também carrega o posto de maior artilheiro da história tricolor.

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