Tigre: O clube que se confunde com a cidade

Com mais de sete décadas de história, o Tigre leva o nome da Capital do Carvão por todos os cantos do Brasil

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Tiago Monte

Criciúma

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É impossível não associar o Criciúma Esporte Clube com a cidade sede da agremiação. Para o restante do Brasil, os dois se confundem: o Tigre de Criciúma. Ou a cidade do Criciúma Esporte Clube. Fato é que clube e cidade andam lado a lado e crescem juntos em Santa Catarina e no país.

Tudo começou na década de 1940. Sem um time de futebol organizado e longe das vilas operárias, rapazes do Centro de Criciúma somente assistiam o futebol de times como Ouro Preto, Atlético Operário e Próspera, formados em empresas mineradoras de carvão na década de 1940. Cansados de serem meros espectadores, onze destes jovens da área central formaram o Comerciário, em 13 de maio de 1947. Dois anos mais tarde, a equipe goleou o Atlético Operário por 6 a 1 e conquistou o primeiro título, o torneio da Liga Atlética da Região Mineira (Larm), repetindo a façanha em 1950 e 1951, chegando ao tricampeonato. A maior conquista, porém, viria apenas em 1968, quando o time, que tinha Valdomiro Vaz Franco no elenco, levantaria o troféu de campeão estadual.

A mudança na década de 70

Com Osvaldo Patrício de Souza no comando, o “time do centro” contou com apoio financeiro e jogou o estadual de 77, porém, não foi bem. Um outro grande problema que o clube tinha que enfrentar era a falta de torcida.

O Esporte Clube Metropol ainda habitava a cabeça dos criciumenses. O “time dos mineiros” foi diversas vezes campeão estadual, excursionou pela Europa e representou por cinco vezes o estado na Taça Brasil sendo que, em uma delas, chegou às finais. Com tudo isso, a comparação era inevitável, e o Comerciário estava em desvantagem. Então surgiu a ideia de se trocar o nome para Criciúma Esporte Clube, para unir os torcedores dos extintos Ouro Preto, Atlético Operário, Boa Vista, Metropol, além do próprio Comerciário.

Assim, em 2 de abril de 1978, o clube passava a se chamar Criciúma Esporte Clube – em uma proposta liderada pelo  então presidente do Comerciário, Antenor Angeloni. A intenção era atingir os objetivos de ser um clube reconhecido em Santa Catarina e no Brasil.

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