Os 30 anos do maior título da história do Tigre

Em 2 de junho de 1991, o Criciúma superava o Grêmio, no estádio Heriberto Hülse, e conquistava a Copa do Brasil – até hoje o maior título do futebol de Santa Catarina. Lembranças da decisão tomam a memória dos ex-jogadores carvoeiros até hoje

- PUBLICIDADE -

Tiago Monte

Criciúma

- PUBLICIDADE -

Há 30 anos, em uma noite de domingo, em Criciúma, o futebol catarinense obteve a maior conquista da história. O responsável vestia amarelo, preto e branco: o Tigre era campeão da Copa do Brasil, após superar o Grêmio, no Majestoso. Quando o goleiro Sidmar deu um chutão para cima, o árbitro Cláudio Vinícius Cerdeira apitou o final do jogo e a torcida explodiu em comemoração.

Neste dia 2 de junho, o Criciúma comemora os 30 anos da conquista. Um título único. Para o clube e o Estado, que nunca mais viu o feito ser repetido. Fosse na televisão, no rádio ou dentro do estádio Heriberto Hülse, o sentimento de alegria plena tomou conta da cidade e região.

Acostumada com um futebol bonito no Majestoso, a torcida se deparou com um jogo decisivo feio. As defesas se destacavam. O medo sofrer gol parecia maior que o desejo de marcar. “No Olímpico foi um bom jogo. Aqui não foi. Tanto nosso quanto do Grêmio. O Grêmio precisava de um gol para levantar o caneco. E nós precisávamos não tomar gol. Foi um jogo duro, muito pegado”, lembra o capitão Itá – na época em que o título completou 25 anos.

A última derrota do Tigre havia sido em março de 1990: 2 a 1 para a Chapecoense. Neste tempo, superou equipes tradicionais como Internacional, São Paulo e Atlético Mineiro. Os 11 jogadores do Criciúma eram os mesmos da primeira partida. Aquela escalação que o torcedor lembra até hoje. Alexandre; Sarandi, Vilmar, Altair e Itá; Roberto Cavalo, Gelson e Grizzo; Zé Roberto, Jairo Lenzi e Soares.

Conquista que jamais sairá da memória

Após a vitória por 1 a 0, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, o empate servia para o Criciúma no Majestoso. No segundo jogo, o tempo custava a passar, as unhas dos torcedores estavam todas roídas, até que Sidmar, goleiro do Grêmio, deu aquele chutão para cima e Cláudio Vinícius Cerdeira confirmou o fim da Copa do Brasil. E início da maior festa que Criciúma já viu. “Você chora, você ri, você extravasa tudo o que tu guardou para ti dentro de uma competição de dez jogos”, afirma Itá. “Fomos para o vestiário e trocamos camisas para receber a taça. Lá dentro choradeira. E estava toda a diretoria. A festa não parava. Foi uma loucura. Víamos o torcedor chorando porque ele não acreditava também”, completa o então volante Roberto Cavalo.

Foram poucos segundos entre o último apito do árbitro e a invasão do campo. Rapidamente, o gramado do Heriberto Hülse se transformou em um salão de festas. Além do título, o lateral Sarandi saiu do Majestoso com outro presente. Assim que o camisa 1 do Grêmio deu o chutão que encerrou o jogo, a bola caiu bem na direção do lateral, que não pensou duas vezes. “Eu guardei essa bola comigo autografada por todos os atletas do Criciúma por uns 10 anos, depois meu filho começou a jogar bola na praia e perdi a bola”, lamenta o ex-lateral.

Quem viveu a conquista, jamais a esquecerá. “Nunca irá se apagar da minha memória. Essa marca nos dá satisfação, prazer e somos lembrados por essa conquista a todo o momento. Então, a gente se sente bastante agradecido. Grande parte do reconhecimento que temos por onde passamos e com quem conversamos é referente à essa conquista”, pontua Sarandi.

O ex-jogador gostaria que o clube obtivesse novos títulos importantes para que a torcida voltasse a comemorar. “Toda vez que há essa data, ela tem que ser lembrada e comemorada, mas o ideal é que não ficássemos apenas com a recordação. Que o clube buscasse outras conquistas para que a gente pudesse falar também. Porém, pelo que a gente vê, é muito difícil. Então, vamos nos agarrar no que identifica o clube e o projeta a nível nacional e internacional. Somos felizes e agradecemos por isso”, pontua Sarandi.

O eterno camisa 2, porém, tem convicção, que o maior título de Santa Catarina, vai continuar sendo amarelo, preto e branco. Uma conquista única e inesquecível. “Nós gostaríamos que algo tão bom, que aconteceu no passado, voltasse a acontecer, mas a gente sabe que a dificuldade, em relação a essa conquista, é enorme. É algo que dificilmente o Criciúma Esporte Clube irá obter novamente no futuro”, finaliza.

Partida comemorativa acontecerá na quinta-feira

O evento de comemoração acontecerá na quinta-feira às 15 horas: uma partida, no gramado do Majestoso, com a presença de alguns ídolos de 1991, sócios do Tigre, funcionários do clube, representantes da torcida, patrocinadores e imprensa. Todos os envolvidos deverão seguir os protocolos contra a Covid-19.

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.