Mais uma reconstrução no Tigre

Presidente Anselmo Freitas tem a missão de definir o próprio futuro, antes de buscar um diretor e um executivo de futebol e avaliar o futuro da Comissão Técnica

Arquivo TN

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Tiago Monte

Criciúma

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Após o vexatório rebaixamento para a Série B do Catarinense, a hora é de uma nova reconstrução no Criciúma. Quase quatro meses após assumir o cargo de presidente do clube, Anselmo Freitas está repensando o próprio futuro.

Logo após a derrota para o Avaí, que culminou na queda, o mandatário do Tigre colocou o cargo à disposição do Conselho Deliberativo do clube, para caso desejassem fazer uma nova mudança. Na tarde de quinta-feira, Anselmo se reuniu com o presidente do Conselho, Carlos Henrique Alamini, porém, não houve definição sobre o assunto. “A reunião não foi o Conselho que me pediu: fui eu quem pedi para me reunir com eles. Foi uma prestação de contas, que eu acho que é muito importante. O Presidente Executivo teoricamente não responde diretamente para o Conselho, mas é o órgão colegiado que está acima da presidência executiva. Por isso que, com muito respeito, procurei dar essas ‘explicações’, entre aspas, para o Conselho e verificar o apoio deles para a continuidade dos trabalhos”, comenta Anselmo, em entrevista exclusiva ao Tribuna de Notícias. Mais desdobramentos acontecerão durante o final de semana.

A preocupação de Freitas é, inclusive, com a questão física dele, que está fragilizada desde que assumiu o clube. “Eu emagreci muito nesses três meses, perdi muito peso mesmo, e estou até preocupado. É uma tarefa árdua carregar esse fardo. O Criciúma é muito grande e existem muitas cobranças, diversos setores, e a gente tentou fazer a nossa parte. Infelizmente, dentro de campo, a gente não obteve êxito para, pelo menos, se manter na Série A do Estadual”, explica.

Sem exigências para seguir no cargo

Anselmo faz questão de dizer que não há exigências da parte dele para seguir no cargo. “Não, não. Não existe isso de exigência. O Conselho tem dado todas as condições de trabalho. Estou avaliando essa situação que é bem preocupante. Tenho recebido muitas mensagens de apoio e isso me deixa muito feliz. É óbvio que o torcedor, de jeito nenhum, queria que o Criciúma caísse, e eu como torcedor e presidente sofro por duas vezes. Sofro muito. É uma angústia muito grande. Para teres uma ideia, hoje (quinta-feira) eu não consegui sequer almoçar, não tomei café… Não fiz refeição hoje. Fiz um lanche rápido apenas”, enfatiza.

O presidente relembra que iniciou o ano sem dinheiro em caixa e sem estrutura no clube. “É uma tarefa que a gente assumiu e agora vamos ver se há condições, principalmente físicas, para dar continuidade, porque é um peso enorme. O Criciúma para iniciar os trabalhos, como a gente começou, sem dinheiro em caixa – nós não tínhamos um real sequer – sem patrocinadores e sem atletas praticamente, estava com a casa vazia. Nós tivemos que colocar os moveis na casa, chamar o pessoal para trabalhar na casa… Quer dizer: não tinha nada”, diz.

Sorteio da Copa do Brasil será nesta sexta-feira

O Criciúma conhecerá o adversário na terceira fase da Copa do Brasil, nesta sexta-feira, a partir das 14 horas, quando acontecerá o sorteio na sede da CBF. O clube estará no pote 2 e enfrentará um clube do pote 1 – que conta com os grandes clubes do Brasil como Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Grêmio e Inter, por exemplo. A definição é vista com muita ansiedade por Anselmo.“Demos folga aos jogadores e para a Comissão Técnica. Eles retornam na segunda-feira já com os preparativos para a Copa do Brasil, que vai ter sorteio nesta sexta-feira. Temos que ver porque pode ser que esse jogo seja marcado já para semana que vem”, destaca.

Caso o Criciúma avance na competição nacional, um maior valor será somado ao caixa do clube. “Agora, tem que se refazer o trabalho, então, vamos ver quem vai estar junto para reconstruir a rota e disputar a Série C e também a Copa do Brasil – que é uma competição muito importante. Se o Criciúma passar mais uma fase, tem um reforço maior ainda, em relação ao caixa”, diz. “Entre hoje (quinta-feira) e amanhã (sexta-feira), a gente terá mais algumas definições, no final de semana também, para quando voltar, na segunda-feira, estejam as coisas bem alinhadas já”, completa o presidente do Criciúma

Custo alto para manutenção do clube

Além do desgaste físico do presidente, financeiramente, o Criciúma também exige bastante do administrador. O custo mensal de manutenção do patrimônio é considerado alto. “A manutenção é cara. O Criciúma custa, só de manutenção de patrimônio, tanto do CT quanto do estádio Heriberto Hülse, entre 120 e 150 mil reais por mês. Não tínhamos essa receita, nem com os sócios. A arrecadação dos sócios hoje não paga nem a manutenção. A gente sabia que era assim. O que não esperávamos era o mau resultado em campo. Fora de campo, sabíamos de tudo: não tinha dividas, mas não tinha atletas e receitas. Sabíamos que iríamos encontrar dificuldades, mas não da forma que foi: para cair para a Série B do Estadual”, comenta.

Anselmo diz que o momento é de repensar o clube. “Vários já caíram (para a Série B Catarinense) e voltaram. Agora, o Criciúma tem que ser repensado. Comigo ou não, com o Rampinelli ou não. A grande decepção do Criciúma foi cair para a Série B do Catarinense, mas agora não podemos pensar em fazer um time para se manter na Série C do Brasileiro. Não! Temos que fazer um time para subir para a Série B e apagar essa situação vexatória que é disputar a Série B do Catarinense em 2022. Com a união da torcida e empresários da cidade, com certeza, dá para dar a volta por cima”, finaliza.

Jogadores em final de contrato

A estreia do Tigre, na Série C, será no final de maio, contra o Ituano, em casa. Do elenco atual, seis jogadores terão contrato encerrando antes da data. Dois deles foram titulares em grande parte dos jogos: Adenilson e Gabriel Silva. Os demais são os laterais Léo, Léo Campos e Emanuel, além do volante Vinícius Tsumita. Todos serão reavaliados e podem ser dispensados pela diretoria.

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