Hemerson Maria concretiza o desejo de treinar o Criciúma

Estrutura do clube e a torcida carvoeira são os maiores combustíveis que motivam o profissional a representar o Tigre. Técnico já trabalha, junto com a diretoria, na montagem do elenco carvoeiro

foto - Guilherme Cordeiro TNSUL
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Tiago Monte

Criciúma

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A concretização de um sonho. Assim, o técnico Hemerson Maria definiu a chegada dele ao Criciúma. Com 48 anos e nascido em Florianópolis, ele já havia trabalhado nos outros quatro grandes clubes catarinenses: Figueirense, Avaí, Joinville e Chapecoense. Quando surgiu a possibilidade de treinar o Tigre, ele pausou as tratativas que fazia com clubes de Série B do Brasileiro, para ouvir os dirigentes carvoeiros. “Falei com o meu agente para parar tudo e negociar com o Criciúma, pois era um desejo meu trabalhar aqui. Vamos trabalhar para ter performance e resultado e colocar o Criciúma no lugar que ele merece. Quero ficar bastante tempo aqui”, explica Maria, que assinou contrato até o final da Série C deste ano.

A estrutura do Criciúma, desde o Centro de Treinamento Antenor Angeloni até o estádio Heriberto Hülse, motivou o técnico a aceitar o desafio de trabalhar no clube. A torcida carvoeira é a “cereja do bolo”. “Eu, como treinador profissional desde 2012, conheço raras equipes do Brasil com uma estrutura física dessas. Mas o maior patrimônio é a torcida tricolor. Quando eu vinha jogar aqui dizia: não deixa a Guerrilha tocar o tambor. O Tigre é o maior símbolo da cidade. Eu espero ser merecedor de fazer parte dessa equipe e me preparei muito para isso”, comenta o técnico.

A montagem do atual elenco da Chapecoense foi realizada por Maria. Ele acabou saindo da equipe ainda em fevereiro do ano passado e considera que não teve tempo de colher os frutos do trabalho, devido aos maus resultados. No Tigre, ele espera alinha performance do time com o resultado em campo. “As vezes, se julga o trabalho do treinador pelos resultados. Os dirigentes da Chapecoense são extremamente gratos a nós, que montamos o esqueleto desse trabalho. Anselmo Ramon, Paulinho Mocellin, Ezequiel, entre outros, foram contratados pela gente. No Catarinense, eu cheguei a ter 83% de aproveitamento, com algumas equipes, e isso se explica por performance e resultado. Talvez, com tempo, eu iria colher os resultados que o Umberto (Louzer, atual técnico da Chapecoense) está colhendo. Sou grato a Chapecoense pela oportunidade e aqui no Criciúma vamos montar o elenco aguerrido para ter um ano com uma boa performance e resultados positivos”, comenta o treinador.

Mescla entre contratações e categorias de base

Anunciado na última sexta-feira, Maria iniciou os trabalhos para a montagem do elenco carvoeiro ainda no final de semana passado. As conversas com o presidente, Anselmo Freitas, o diretor de futebol, Waldeci Rampinelli e o gerente de futebol, Giuliano Bitencourt são constantes.

O treinador acredita que o tempo disponível para montagem do elenco é desafiador, mas ele diz gostar do trabalho de garimpar os jogadores que irão compor o grupo carvoeiro. “O tempo seria talvez adequado se tivéssemos todos os jogadores contratados. Teremos o primeiro desafio, de montar o elenco. Tem o lado positivo: se você for renovar uma casa velha tem uns pormenores. Aqui não: começaremos um trabalho do zero”, comenta.

O perfil escolhido para o elenco será de jogadores com vontade de vencer e crescer na carreira, juntamente com o clube. “Desde o final de semana já começamos os contatos, algumas coisas estão para acontecer, mas vamos pedir paciência a todos. Seria o ideal termos o elenco, mas estamos trabalhando com calma para selecionar o atleta com o perfil do Criciúma: com fome de vitória. O jogador que vier para o Criciúma tem que saber a história do clube no âmbito estadual e nacional”, enfatiza.

Maria faz questão de destacar que mesclará jogadores experientes com outros oriundos das categorias de base. “Estou muito motivado e esse trabalho de montagem, eu gosto de fazer. Já trabalhei em equipes com 70% do elenco montado e com atletas de características diferentes do que eu gosto. Já sentamos e estamos montando uma equipe que honre a camisa. Em paralelo, trabalhar com a Base. Daqui saíram, recentemente, Nino, Dodi, Marlon e Roger Guedes”, comenta.

O técnico destaca a força de vontade dos jogadores formados no próprio clube. “Eu sou de uma geração de categorias de base do Figueirense que apanhou muito do Criciúma. Apanhava dos times do Gonzaga (Milioli, ex-treinador). Times históricos e que deram alicerce para o Criciúma chegar aonde chegou. O jogador criado na casa dá sempre um algo a mais e vamos colocá-los a jogar no time profissional para dar retorno técnico e financeiro ao clube”, diz.

Equipe pronta para o início do Catarinense

No início do Campeonato Catarinense, em 24 de fevereiro, no Majestoso, diante do Hercílio Luz, o time do Criciúma estará montado. Isso é o que garante o treinador. “Estamos correndo, mas temos algum tempo. A gente senta com o analista, passa para a diretoria, tem a questão financeira e convencer um jogador de Série B a jogar a Série C. O histórico de bom pagador do Criciúma, ajuda. Não vou precisar o tempo: uma ou duas semanas, mas no inicio do campeonato teremos o time pronto”, ressalta Hemerson.

O treinador ainda destaca que a equipe terá as características tradicionais do Criciúma: competitiva, organizada e que honre a camisa. “Eles (Jogadores) serão identificados com o torcedor pela luta e disposição. Já fizemos contatos, temos situações positivas e, nos próximos dias, esperamos apresentar em breve para vocês”, pontua.

Maria está atento ao mercado para garimpar atletas em condições de serem aproveitados no Criciúma. Geralmente, jovens pertencentes ao grandes clubes são alvos considerados possíveis. Entretanto, também serão buscados atletas mais experientes. “Eu sou um treinador que vê Série A2 de São Paulo, por exemplo. Acompanho todos os jogos e isso é o que faz eu descobrir os jogadores antes das equipes grandes. Em uma Série C, a média de idade não é baixa. As equipes que estão nas finais nos mostram isso. Por exemplo, se tivermos um ou dois tropeços em casa, a torcida cobra e o jovem sente. Se não tiver equilíbrio entre juventude e experiência, você não consegue atingir os objetivos”, explica.

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