Clássico Carbonífero será um verdadeiro jogo de seis pontos

Criciúma e Próspera travam duelo direto na luta pela permanência amanhã

No Majestoso e com mando de campo carvoeiro, Tigre ainda tenta a primeira vitória na competição (Foto: Arquivo/TN)
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Gustavo Milioli

Criciúma

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Criciúma e Próspera viveram momentos distintos nos últimos 43 anos. Enquanto o Tigre, impulsionado pela troca de nome em 1978, e de cores em 1984, ocupou a responsabilidade de representar a cidade no futebol nacional, se tornando figura recorrente entre as séries A e B do Brasileirão desde então, o Colorado Esquadrão se personificou em um clube de bairro, humilde. A equipe da zona norte da Capital do Carvão ficou 14 anos longe da elite do Campeonato Catarinense, enquanto o Tricolor Carvoeiro é o único do futebol catarinense a nunca ter sido rebaixado em torneios estaduais.

No entanto, o posto de “incaível” em Santa Catarina está, mais do que nunca, ameaçado. O início de temporada do Tigre é o pior desde que o Criciúma Esporte Clube passou a levar o nome da cidade, no fim da década de 70, em projeto idealizado pelo ex-presidente Antenor Angeloni. Foram seis partidas disputadas até aqui pelo Campeonato Catarinense, sendo três empates e três derrotas. A péssima campanha traz como resultado o penúltimo lugar entre os 12 clubes do certame, ao fim de seis rodadas disputadas. São dois pontos de diferença para o Figueirense, o primeiro time fora da zona de rebaixamento, e quatro para o Próspera, atual nono colocado.

O Time da Raça já conquistou duas vitórias e um empate. Dono de um discurso com “pés no chão”, o técnico Paulo Baier desde a pré-temporada afirma que a permanência é o grande objetivo prosperano neste ano de retorno ao cenário esportivo. Após a primeira meta ser alcançada, abriria espaço para outras conquistas serem almejadas, como uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro da próxima temporada.

Por sua vez, o técnico Hemerson Maria, em sua chegada ao Heriberto Hülse, enfatizou que o foco do Tigre, pela força da camisa, deveria sempre ser o título. Mesmo com o mau início de trabalho, ele segue reafirmando a confiança de terminar a primeira fase entre os oito que se classificarão para as quartas de final. “Sabemos que o campeonato está acabando. Temos cinco jogos pela frente para vencermos. Fui contratado para fazer um trabalho até o final do ano e irei fazer”, comentou após a derrota para o Joinville no último domingo.

Confronto direto

Mesmo se o Criciúma vencer na noite desta quarta-feira, não ultrapassará o rival citadino na tabela. E ainda, para deixar o Z-2, precisaria torcer por uma derrota Figueirense para o Hercílio Luz, em seus domínios. Ao Próspera, um revés deixaria a zona da degola perigosamente próxima, encurtando a distância para um ponto e causando um clima mais pesado nos ares do estádio Mário Balsini.

Na história

Criciúma e Próspera já se enfrentaram, desde 1978, por 26 vezes. Foram 17 vitórias do Tigre, sete empates e duas vitórias do Time da Raça. Os prosperanos marcaram 15 gols e sofreram 42. Na última vez em que mediram forças pelo Campeonato Catarinense, em 2007, o Tricolor Carvoeiro levou a melhor, vencendo por 4 a 2 no Mário Balsini.

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