A emoção de Roberto na volta ao Criciúma

Goleiro luta para conter as lágrimas durante a primeira entrevista coletiva, após a volta ao clube. Jogador diz que o retorno é um sonho dele que está se realizando e trabalhará para resgatar o respeito ao Tigre

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Tiago Monte

Criciúma

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Com 159 jogos disputados pelo Criciúma e 16 anos depois de ter saído do estádio Heriberto Hülse, o retorno de Roberto é cercado de emoção. Durante a primeira entrevista coletiva, após a oficialização da volta, o jogador lutou para segurar as lágrimas. E por mais de uma vez. “Eu sempre tive o plano e o objetivo de voltar. Algumas oportunidades tiveram e as portas fecharam. Em alguns momentos pensei que não daria mais… (se emociona), mas tinha algo lá dentro que dizia para mim: ‘um dia tu vais voltar’”, conta, contendo as lágrimas.

Roberto detalha como foi o plano para retornar ao Criciúma e a participação importante de um amigo. “Eu trabalhei muito. Fiquei parado dois anos e pouco, então sentei com um amigo meu: o Alex Viola – que é muito importante nessa minha volta – e ele disse: ‘pô, tu não pode parar sem voltar’. Eu disse: ‘também acho, mas está difícil’. Então, ele me sugeriu traçar uma estratégia para voltar em dois ou três anos. E eu topei. Parece loucura estar falando isso, mas eu nem sei se tem o papel com os riscos do planejamento”, destaca Roberto.

A partir daí, ele se preparou para voltar a jogar e, na sequência, chegar ao Tigre. “Primeiro, eu precisava voltar e agradeço ao Próspera por isso. As portas foram abertas em 2019 e 2020 e, nesse ano, no Catarinense. Por incrível que pareça, um organograma, riscado no papel, se tornou realidade. Não aconteceu antes porque não dependia só de mim, senão já teria voltado”, comenta.

Forte cobrança dentro de campo

O estilo de Roberto continua o mesmo: muita cobrança e transpiração dentro do campo. Neste retorno, não será diferente. “Em se tratando de Criciúma, a cobrança vai ser até um pouco maior porque aqui é um local especial para mim. Eu vou ser o Roberto que sempre fui: gosto de vencer e penso que os atletas que estão aqui também são assim. Quem não tiver, estará no lugar errado. Tem que ter respeito, mas cobrança também. E não adianta, depois que acabou o jogo, chegar no vestiário quebrando porta, chutando lixeira porque não adianta. Deixa o sangue e a pele em campo. Essa camisa é pesada: está um pouco desgastada, nos últimos tempos, e tem que voltar a ser o que sempre foi”, destaca.

Roberto relembra o momento especial que está vivendo. “A minha história começou aqui e eu larguei a minha casa para vir para a concentração. Larguei o meu conforto, então, isso é especial. Eu trabalhei muito para voltar, não foi de uma hora para outra e eu sei o que eu passei para estar aqui hoje com essa camisa e dando essa entrevista. A cobrança aqui vai ser grande, pode ter certeza”, pontua.

O goleiro transcreve o que sentiu no momento em que chegava, pela primeira vez, após o retorno concretizado, para treinar. “Quando o Juliano (Camargo, Executivo de Futebol) me ligou,falando da possibilidade, aquilo ali para mim já despertou algo. Conversamos e quando eu vi que realmente aconteceu e ele disse: ‘tu te apresentas amanhã’. Cara, aquilo ali era um sonho se tornando realidade. É como quem está lendo, imaginar um sonho dele ou dela, que ela batalhou, às vezes as portas fecharam, ela meio que desistiu, mas eu disse: ‘um dia vai dar’. E batalhei e aconteceu”, comenta.

O jogador transcreve com detalhes o que aconteceu no emocionante retorno. “Na terça-feira passada, quando eu peguei a minha bolsinha com a chuteira e as coisas de casa para ir ao CT, foi pesado. Foi… (se emociona). Me desculpem, mas eu sei o que eu passei. As pessoas próximas sabem. Essa camisa é pesada. Joguei contra algumas vezes, algumas pessoas aconteceram e fizeram algumas coisas contra mim, mas são pessoas. O clube é pesado para mim. A camisa tricolor. Quando eu cheguei no CT, no dia que eu iria voltar e por essa camisa de novo, tu voltas alguns anos da batalha. Era pra ter escrito um texto, mas não consegui ainda”, lembra.

Roberto finaliza externando o objetivo dele no Criciúma. “Esse clube não pode estar na Série C. E eu não vim passar tempo, senão já teria parado de jogar futebol há muito tempo. Deixei isso bem claro. Meu objetivo é ajudar na reestruturação do clube e fazer as pessoas respeitarem essa camisa. Ela tem que ser respeitada”, finaliza.

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