Produção de bananas é a mais afetada pelos ventos no Sul

Dados foram levantados pelos escritórios regionais da Epagri na Amrec e Amesc, com base nos últimos dias

Foto: Divulgação/ Epagri
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Criciúma

As rajadas de vento que passaram pelo Sul nos últimos dias em virtude do ciclone extratropical, associado à frente fria no litoral catarinense, afetaram a produção dos bananicultores. Pelo menos 12 municípios do Vale do Araranguá (Amesc) e da Região Carbonífera (Amrec) registraram danos nas áreas rurais, conforme dados levantados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

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Ao todo, foram relatados danos em áreas rurais de 12 municípios da Amrec e a Amesc, são eles: Turvo, São João do Sul, Morro Grande, Timbé do Sul, Treviso, Ermo, Praia Grande, Lauro Müller, Nova Veneza, Jacinto Machado, Siderópolis e Santa Rosa do Sul. Entre as principais culturas prejudicadas está a bananicultura devido à quebra, desfolha, folhas rasgadas, perda de qualidade do produto e da própria produção.

“Houve algumas perdas, alguns bananais que estavam mais frontais ao vento tiveram mais danos. As bananas caturras sofreram mais, tiveram mais quedas de plantas. A gente vai ter perda de qualidade de fruto e também com essa queda de folhas e rasgamento, os próximos cachos gerados não vão encher tanto, vão ser de menor proporção e isso acarreta na menor lucratividade do agricultor”, explica o engenheiro agrônomo responsável pelo projeto de fruticultura no Sul de Santa Catarina, Diego Adílio da Silva.

Ainda conforme o engenheiro, diante dos problemas causados pelos ventos, os agricultores precisarão fazer os manejos de limpeza do bananal, através de tratamentos fitossanitários – que são medidas para evitar a propagação de pragas e doenças na área que foi afetada pelo ciclone extratropical.

Prejuízo nas áreas rurais

O bananicultor de Jacinto Machado, Paulo César Luiz, teve aproximadamente 50% da sua produção prejudicada devido aos ventos que foram registrados. “As folhas estragaram todas, as frutas vão tudo para refugo. Tivemos o prejuízo de um ano de cultivo, agora vai demorar para colhermos bananas boas, essa que estão aí estão todas condenadas”, lamenta.

O agricultor relembra que já havia sido prejudicado no ano passado, devido ao reflexos do ciclone-bomba. “Agora que estávamos começando a nos recuperar, vendendo umas 200 caixas por mês. Eu fui atingido por aquele outro ventão, nós estávamos começando a cortar e aconteceu isso de novo”, acrescenta Luiz.

Outro produtor que foi afetado é Jonas Bittencourt, morador de Santa Rosa do Sul. “Nós aqui foi uma porcentagem pequena de perda, porque trabalhamos com a banana prata, ela é mais resistente. A maior perda foi no Costão da Serra”, explica. “A total de prejuízos deve ser contabilizado ao longo do ano, porque vai perder produção e qualidade, acredito que aqui, no meu pomar, chegue a uns 10%. É pouca coisa, mas por incrível que pareça, chegou a isso”, completa.

Outras avarias

Até o momento, conforme a Epagri, foram 135 propriedades com confirmação de alguma avaria em infraestrutura de produção. Nos municípios com mais perdas, essa estimativa ainda será qualificada com levantamento mais apurado dos números das perdas e danos. As atividades produtivas mais afetadas foram: bananicultura, milho, fumo, olericultura, no que concerne a danos em abrigos para produção de olerícolas e morango e silvicultura (eucalipto).

 

 

 

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