Loteamento Industrial Cizeski: um dos impulsos à economia criciumense

O faturamento mensal das indústrias instaladas na área ultrapassa, por mês, R$ 100 milhões. Em paralelo, Poder Público tem investido em melhorias na infraestrutura da localidade

Foto: Divulgação
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Criciúma

Investir em uma área que gera emprego e renda é sinônimo de impulso à economia. Em Criciúma, uma parceria entre o Poder Público e um grupo de empresários tem sido fundamental para melhorar a infraestrutura do Loteamento Industrial Cizeski e, consequentemente, garantir o desenvolvimento da região. As empresas que estão instaladas no bairro Linha Batista, onde fica o complexo, garantem um faturamento mensal que ultrapassa, por mês, R$ 100 milhões e, anualmente, R$ 1 bilhão.

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De acordo com o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, o investimento na área trouxe mais interesse das indústrias de toda região, bem como de outras fora do Estado. “A infraestrutura do loteamento facilitou a vinda de outros negócios e também dos que já estavam instalados. Nós só temos a agradecer todos os empresários que acreditaram e se instalaram aqui, quando era só lodo e poeira. Sei que sofreram muito, mas hoje podem desfrutar desse espaço”, enfatiza o chefe do Executivo.

Investimentos

Atualmente, são 22 empresas que estão instaladas no Loteamento Industrial Cizeski. O investimento mais recente em melhorias na área foi de R$ 3,6 milhões, em obras de terraplanagem e pavimentação com revestimento em concreto asfáltico usinado a quente (CAUQ), além de sinalização horizontal e vertical e serviços complementares nas ruas Marginal Rod. Otávio Dassoler, José Potrikus, SD 1854, SD 1855 e Marginal Rod. Leonardo Bialecki.

Há indústrias de ramos diversificados na área, entre elas, do setor plástico, vestuários, metal mecânico e transporte. “Nós podemos destacar, entre elas, a Plasson, uma empresa Israelense que trabalha no ramo de soluções para agricultura e suinocultura. A Totalplast, do grupo Total, que trabalha com descartáveis, também a Cristalcopo, dentre outras que temos ali”, ressalta o diretor de Desenvolvimento Econômico Tecnologia e Inovação, Aldinei Potelecki. O município, recentemente, pavimentou todas as ruas do loteamento, garantindo melhor tráfego na região. “Agora nós temos um projeto para a construção de uma nova rota de acesso e uma marginal, para facilitar a entrada e saída dos caminhões”, acrescenta.

“A gente vê um potencial muito grande”, diz empresário

Infraestrutura, logística, mão de obra. Essas são só algumas necessidades para o desenvolvimento de uma indústria. “Quando uma empresa busca se instalar, a preocupação que a gente sempre tem é que o espaço seja destinado como um distrito industrial, uma área que seja realmente usada pela indústria, por menor ou maior que ela seja. Quando nós analisamos vir para o Loteamento Cizeski, há 12 anos, a gente fez essa análise e pediu para que essa área fosse destinada às indústrias e, hoje, ela já está bastante ocupada como loteamento industrial. A gente vê um potencial muito grande”, enfatiza o diretor executivo da empresa Plasson, Franke Hobold.

A infraestrutura é apenas um dos fatores que levam os empresários a investirem no Loteamento Cizeski. “Nós temos a facilidade do acesso ao Anel aviário que, para mim, é um fator muito importante, porque tem toda a questão de infraestrutura e logística que a gente consegue acessar para ir à BR-101, Via Rápida ou Içara. Essa logística é muito importante. Já está ficando pesado, de manhã, principalmente, tem muito transito. Já temos que pensar em uma ampliação disso, mas é um facilitador muito grande das indústrias aqui da região”, acrescenta Hobold.

Projeto em andamento

O projeto citado pelo diretor de Desenvolvimento Econômico foi recentemente levado aos empresários do Loteamento. “O lado oposto ao que nós estamos teve um investimento bem grande nas ruas de acesso, foi muito importante. No nosso caso, ainda não houve, mas agora há uma melhoria que foi apresentada faz duas semanas. O Governo Municipal está se propondo a fazer um acesso às indústrias que estão no lado esquerdo do Anel Viário. Hoje, o nosso grande problema é o acesso à fábrica”, explica Hobold.

A Plasson, que atualmente conta com aproximadamente 650 funcionários e um fluxo diário de caminhões entre 40 e 50, prevê uma melhora expressiva com o novo projeto. “Esse acesso paralelo que eles estão planejando vai facilitar muito”, explica o diretor executivo da Plasson. “Porque é um volume muito grande de movimento, muitas vezes atrapalha o uso de quem faz o Anel Viário”, completa.

Infraestrutura é um diferencial

Anselmo Freitas, proprietário da Cristalcopo – empresa que possui duas unidades no Loteamento Cizeski, afirma que a infraestrutura é um diferencial no complexo. “Quando nos instalamos ali, não tinha asfalto e quase nenhum acesso. Aos poucos, em conjunto com o Poder Público e com os próprios empresários do local, a gente começou a formar um condomínio e juntos fizemos uma parceria, inclusive, conseguimos fazer o asfaltamento de todas as ruas do loteamento. Antes, não conseguíamos entrar ali na área”, enfatiza.

Inicialmente, em 2013, apenas uma filial da Cristalcopo foi instalada no Loteamento. “A nossa outra unidade nova, a gente só construiu devido a essa parceria que tivemos com o Poder Público e os empresários do condomínio. Foi muito importante, porque deu toda a infraestrutura. Nós não conseguíamos subir ali antes, agora, com o asfaltamento e a parte de drenagem, ficou muito bom. Inclusive, a entrada e a saída do condomínio”, comenta Freitas.

O desenvolvimento do Loteamento Cizeski foi fundamental para a vinda de novas indústrias, observa Freitas. “Nós temos alguns terrenos vazios e, anteriormente, vinham os empresários olhar e pensavam ‘como é que vou instalar a minha empresa aqui?’. Porque quando tinha sol era poeira e quando tinha chuva era lama. Nós tínhamos empresas que não podiam estar expostos ao pó e não estavam conseguindo produzir, agora, com essa parceira, conseguimos concluir o asfaltamento do condomínio”, acrescenta o proprietário da Cristalcopo.

Juntas, as duas unidades da Cristalcopo somam mais de 400 colaboradores. Com o desenvolvimento da área, famílias de toda a região são beneficiadas com emprego e renda. “O mais importante a se destacar é essa parceria entre os empresários, que entenderam que também precisam entrar com a sua parcela de contribuição para o desenvolvimento dessa e de outras áreas industriais e a sensibilidade do Poder Público. Eu acho que quando o Poder Público e o Privado se unem, só tem a dar certo. Acredito que essa região ainda vai crescer muito mais, creio que vão vir outras empresas para o Loteamento, isso é muito importante, porque gera emprego e renda”, finaliza Freitas.

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