Inadimplência do catarinense caiu pela metade em 12 meses, diz pesquisa

Dados mostram que, em agosto de 2020, 11% das famílias no Estado estavam inadimplentes, contra 5,8% de agosto de 2021

Foto: Marcello Casal Jr.

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O número de famílias com contas em atraso em Santa Catarina caiu quase pela metade em 12 meses, segundo pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC). Os dados mostram que, em agosto de 2020, 11% das famílias no Estado estavam inadimplentes, contar 5,8% de agosto de 2021.

O percentual de inadimplência de 5,8% em agosto é o menor dos últimos meses. O índice chegou a estar em 10,1% em março, caiu para 9,9% em junho e para 7,6% em julho.

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A tendência de redução também atinge aqueles que estão no vermelho e não tem condições de quitar a dívida. Esse volume de famílias correspondia a 5,2% do total em agosto de 2020 e chegou a 2,2% em agosto de 2021.

Também houve queda no número de endividados. Eram 42,4% no ano passado e 36,5% neste ano. A redução é de 5,9 pontos percentuais. Esse é o menor patamar desde 2013.

O endividamento não é necessariamente um dado negativo, segundo a Fecomércio/SC. Para os economistas da entidade, ter dívidas com pagamento em dia pode significar aquecimento do consumo e, portanto, da economia.

A dívida mais comum é a do cartão de crédito. Ela atinge 77,9% dos consumidores endividados. Na sequência estão financiamento de automóveis (44,6%), carnês (32,5%), crédito consignado (21,7%), e  financiamento de residências (21,4%).

Panorama

“O mercado de trabalho formal aquecido e a diminuição do nível de desocupação no Estado reforçou a renda das famílias catarinenses, assim, favorecendo a redução do endividamento”, diz a Fecomércio/SC.

Para a entidade, o patamar alto de dívidas com cartão de crédito e com empréstimos consignados pode significar que a inflação está pressionando a demanda por crédito extra, apesar da redução do endividamento.

Por outro lado, o perfil de dívidas mostra um alongamento de prazos, com pagamentos mais a longo prazo, o que pode indicar consumo de bens duráveis, como financiamento de carro e casa. A liquidez do mercado de crédito e os juros reduzidos reforçam essa percepção.

Via Rede Catarinense de Notícias

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