Há 10 anos, SCGÁS trabalha pela ampliação do fornecimento de Gás Natural

Distribuidora aposta em novas fontes e agentes supridores visando ampliar o fornecimento do energético no Estado

Foto: Divulgação/ SCGÁS
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A distribuidora de Gás Natural em Santa Catarina atua há cerca de dez anos pela ampliação do suprimento de Gás Natural ao Estado Catarinense. Desde 2012, a SCGÁS apoia estudos e projetos de biogás e de eficiência energética e mantém discussões com as indústrias, principais consumidoras do insumo no Estado. Atualmente, há duas chamadas públicas para aquisição de novos volumes de Gás Natural em andamento no Estado.

A chamada pública incremental para aquisição de volumes adicionais de Gás Natural está em fase de assinatura do contrato e tem o objetivo de equacionar a capacidade de entrega da zona de transporte SC2 do Gasoduto Bolívia-Brasil, que abrange os pontos de entrega de Biguaçu até Nova Veneza no sul do Estado. O chamamento deve introduzir um ineditismo no suprimento, trazendo o insumo de países vizinhos via transporte terrestre e pelo modal Gás Natural Liquefeito (GNL). 

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Além disso, a SCGÁS participa, junto com outras quatro distribuidoras do centro-sul do país, de mais uma Chamada Pública Coordenada. Lançada em março, a CP22, como é denominada, objetiva contratar cerca de 3,5 milhões de m³/dia de Gás Natural entre 2022 e 2023. A partir de 2024,o potencial de contratação sobe para seis milhões de m³/dia.

A CP22 aceita também propostas de biometano, que pode auxiliar no suprimento ao mercado catarinense. Em 2009, estudo da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) em parceria com a SCGÁS concluiu o potencial de geração de biometano em Santa Catarina. Por meio das diversas atividades produtivas, o estado catarinense tem potencial para gerar cerca de 3 milhões  por dia de biometano, valor superior ao distribuído atualmente ao mercado no estado.

Além disso, com foco na interiorização, a distribuidora catarinense vem inovando no formato de atendimento. Além de abastecer o mercado automotivo por meio de Gás Natural Comprimido (GNC), implantou modelo de rede local e isolada em Lages também para antecipar a oferta do insumo na Região. O modelo será replicado no Planalto Norte para atender o mercado de papel e celulose das cidades de Três Barras e Canoinhas e pode ser uma alternativa para o Oeste e Meio-Oeste, regiões ainda desabastecidas. 

Instalação de Terminal de GNL 

Outra opção para ampliação do suprimento apoiada pela SCGÁS é a instalação de um terminal privado de GNL na Baía da Babitonga, em São Francisco do Sul. Atualmente, o projeto da multinacional norueguesa Golar Power está em análise pelo IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) e a SCGÁS participa de reuniões com o Governo do Estado para enfatizar a importância do terminal, que poderia incrementar em cerca de 50% a oferta de gás natural em relação à capacidade total do Gasbol. 

“A implantação do terminal de GNL em São Francisco do Sul é muito importante porque pode aumentar a capacidade de escoamento para todas regiões catarinenses e o Rio Grande do Sul. Além disso, a ampliação da concorrência pode levar, futuramente, a preços mais competitivos para o mercado catarinense”, explica o Presidente da SCGÁS, Willian Anderson Lehmkuhl.

O contrato atual de suprimento da SCGÁS prevê a aquisição diária de dois milhões de m³ de gás natural, com possibilidade de distribuição de mais 5% da quantidade contratada. Atualmente, o Gasbol atingiu seu limite de capacidade na zona SC2, devido a diminuição do diâmetro e porque a região Sul catarinense consome grandes volumes de Gás Natural, puxado principalmente pelas indústrias do segmento cerâmico.

“Essas medidas que estamos tomando são necessárias para garantir a ampliação do atendimento, pois temos plena capacidade de abastecer as indústrias do Sul com o volume que elas consomem hoje. A zona SC1 do Gasbol, que vai de Joinville até Florianópolis, tem capacidade para expandir várias vezes o volume consumido. Entretanto, essas medidas são necessárias para garantir a ampliação, já que projetamos atender 15 novas cidades catarinenses até 2025”, finaliza Lehmkuhl.

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