Criciúma: preço da gasolina sobe 41,3% em três meses

Em menos de 10 dias, Petrobras anunciou novos reajustes também no Diesel e no gás de cozinha

Foto: Guilherme Cordeiro/TN
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Érik Borges

Criciúma

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Nos últimos 10 dias, a Petrobras anunciou dois aumentos de preço nos combustíveis. Ontem, a estatal informou que, a partir de hoje, a gasolina ficará 4,8% mais cara, ou seja, R$ 0,12 por litro. Com isso, o combustível será vendido às distribuidoras por R$ 2,60 por litro.

O óleo diesel terá um aumento de 5%. Isso representa R$ 0,13 por litro. Com o reajuste, o preço para as distribuidoras passa a ser de R$ 2,71 por litro a partir de hoje. Já o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, fica 5,2% mais caro. O preço para as distribuidoras está em R$ 3,05 por quilo (R$ 0,15 mais caro), ou seja R$ 36,69 por 13 kg (ou R$ 1,90 mais caro).

Segundo a Petrobras, seus preços são baseados no valor do produto no mercado internacional e na taxa de câmbio. “Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, destaca nota divulgada pela Petrobras.

Acima de R$ 5,10

Com o aumento de R$ 0,12 nas refinarias, a tendência é que o consumidor final tenha que absorver esse reajuste. Dessa forma, o preço do litro da gasolina comum que está, em média, R$ 5, ficará acima de R$ 5,10 ainda nesta semana. O proprietário de postos de combustíveis em Criciúma e Maracajá, Luiz Orlando Simon está preocupado com possíveis novos aumentos nas próximas semanas.

“É preocupante, principalmente para o futuro. Não se sabe se haverá novos aumentos, alteração no preço do barril do petróleo e do dólar. É uma preocupação muito grande. Estamos na expectativa de que algum tributo (estadual ou federal) reduza e faça com que os combustíveis tenham redução no preço”, projeta Simon.

Ele conta que, para os proprietários de postos, a preocupação é maior, porque com o poder de compra do consumidor reduzindo, as vendas são diretamente impactadas. “O consumidor passa a ponderar mais em abastecer o veículo. Então com certeza as vendas vão retrair”, lamenta Simon.

Expectativa para a redução de tributos

Como num efeito cascata, alterações nos preços da Petrobras, que seguem a cotação internacional e o câmbio, refletem-se nos demais componentes do preço até chegar ao preço final. Impostos, adição de outros combustíveis à mistura e preços de distribuição e de revenda somam-se ao valor cobrado nas refinarias.

Os tributos federais são cobrados como um valor fixo por litro de combustível. Há duas semanas, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que pretende zerar esses tributos, mas a medida depende de um decreto para entrar em vigor.

Ao chegar às distribuidoras, o preço sobre o combustível passa a sofrer a incidência do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Cobrado pelos estados, o ICMS incide como um percentual sobre uma tabela de preços revisada a cada 15 dias pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão formado pelas secretarias estaduais de Fazenda.

Cada unidade da Federação define a alíquota do ICMS. Quando o preço sofre reajuste na refinaria, o Confaz atualiza a tabela de preços. Dessa forma, alguns dias após o primeiro aumento, o preço sobe novamente porque os postos repassam o aumento do ICMS ao consumidor.

Um projeto de lei enviado ao Congresso no último dia 12 pretende mudar o modelo de cobrança do ICMS e introduzir valores fixos por litro, como ocorre com os tributos federais. Dessa forma, o imposto estadual não seria afetado pelos reajustes nas refinarias, reduzindo o impacto sobre o bolso do consumidor.

De dezembro até março, houve aumento de 41,3% no valor do combustível nas refinarias:

29/12/2020 = R$ 1,84

18/01/2021 = R$ 1,98

27/01/2021 = R$ 2,08

09/01/2021 = R$ 2,25

19/02/2021 = R$ 2,48

01/03/2021 = R$ 2,60

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