Criciúma: Geração de empregos perde força na região

Amrec e Amesc criam 846 postos de trabalho no mês de maio, uma diminuição em relação a abril. Seis das 27 cidades tiveram mais desligamentos do que admissões, conforme levantamento feito pelo Ministério da Economia

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Tiago Monte

Criciúma

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O número de contratações formais nos municípios das regiões Carbonífera (Amrec) e do Extremo Sul (Amesc) perdeu força novamente no mês de maio. Em relação ao mês anterior, foram 330 postos de trabalho a menos. Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na quinta-feira, dia primeiro, pelo Ministério da Economia, os 27 municípios que compõem as duas associações, no Sul Catarinense, geraram 846 vagas de emprego.

Um fato preocupante é o registro de seis municípios com mais demissões do que contratações: Balneário Arroio do Silva, Morro da Fumaça, Morro Grande, São João do Sul, Turvo e Urussanga.

Com um saldo positivo de 253 empregos, em maio, Criciúma é o município com maior destaque na Região Carbonífera, seguido de Içara, que registrou 159 novas contratações. Todas as demais cidades também registraram mais contratações do que demissões no quarto mês do ano: Siderópolis (99); Nova Veneza (61); Cocal do Sul (50); Lauro Müller (40); Forquilhinha (31); Orleans (20); Balneário Rincão (10) e Treviso (9).

De acordo com o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin, mesmo com a redução dos números, neste mais recente levantamento, a recuperação de diversos setores mantém o otimismo de um bom desempenho econômico em 2021. “Acompanhamos atentamente os números do Caged porque estão entre os principais indicadores da economia. O aumento no número de empregos gerados confirma a recuperação em diferentes setores e mantém o otimismo de um bom desempenho econômico ao longo do ano. Hoje, a Acic possui em seu Banco de Talentos mais de 800 vagas de trabalho disponíveis”, diz.

Nos cinco primeiros meses deste ano, houve 35.728 contratações na região, contra 29.674 demissões, resultando no saldo de 6.054. Sob o peso das restrições às atividades econômicas decorrentes da pandemia de coronavírus, os 12 municípios contabilizavam a perda de 2.745 postos de trabalho formais no mesmo período do ano passado. No entanto, a retomada no segundo semestre permitiu que a Região Carbonífera fechasse 2020 com 4.474 empregos adicionados.

Araranguá em destaque no Extremo Sul

No Extremo Sul, o município que mais gerou empregos foi Araranguá (98), seguido de Ermo (26), Praia Grande (26), Sombrio (20), Maracajá (14), Jacinto Machado (7), Passo de Torres (5) e Balneário Gaivota (5). A região também apresentou três cidades com um saldo de igualdade em admissões e desligamentos: Meleiro, Santa Rosa do Sul e Timbé do Sul.

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