Amrec e Amesc geram mais de 2,6 mil novos empregos formais em fevereiro

O saldo positivo gerado pelas duas regiões decorre de 10.483 admissões registradas no período contra 7.807 demissões. Apenas um município registrou índice negativo

Foto: Lucas Colombo/ Arquivo TN
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Criciúma/ Araranguá

O volume de empregos formais segue surpreendendo no país, sobretudo nas regiões Carbonífera (Amrec) e do Extremo Sul (Amesc). Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem, dia 30, pelo Ministério da Economia, os 27 municípios que compõem as associações fecharam o mês de fevereiro com a geração de 2.676 novos postos de trabalho com carteira assinada. O saldo positivo decorre de 10.483 admissões registradas no período contra 7.807 demissões.

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Na Região Carbonífera, o melhor saldo registrado no mês de fevereiro foi alcançado por Criciúma, que obteve 867 novos postos de trabalho. Em Içara foram 159 vagas preenchidas, seguido de Morro da Fumaça, com 152. Os demais municípios da região também tiveram números positivos: Nova Veneza, 132; Forquilhinha, 120; Orleans, 105; Urussanga, 99; Balneário Rincão, 72; Cocal do Sul, 54; Lauro Müller, 22; Siderópolis, oito; e Treviso, três.

“Os números são bem positivos. Nós temos um estoque de novos empregos na Região Carbonífera de 1.793, então a gente continua contratando mais do que demitindo, isso é muito positivo. O município que mais contrata é Criciúma, que tem o maior saldo entre demitidos e contratados”, explica o técnico do movimento econômico da Região Carbonífera (Amrec) a do Extremo Sul (Amesc), Ailson Piva.

Já no Extremo Sul, o município que mais gerou empregos foi Araranguá, com 388 novos postos de trabalho. Em seguida vem Sombrio, com 200, e São João do Sul, com 57. Meleiro foi a única cidade do Vale que obteve um saldo negativo: menos quatro vagas. As restantes alcançaram números positivos: Turvo, 54; Jacinto Machado, 44; Praia Grande, 41; Maracajá, 39; Passo de Torres, 19; Santa Rosa do Sul, 15; Ermo, 13; Timbé do Sul, seis; Balneário Gaivota, seis; Balneário Arroio do Silva, cinco; Morro Grande, zero.

“Na linha de análise geral temos os dados do comércio, que embora esteja sofrendo uma situação muito difícil, por não ter como contratar sem saber quando vai estar aberto e por existirem várias portarias que regram e dificultam a ação desse segmento, nós vemos que, mesmo assim, temos um saldo positivo de 150 empregos (Amrec). Acredito que o comércio, quando normalizar e a pandemia diminuir com a vacinação, nós vamos ver um salto muito grande de empregos, porque é o que tem maior demanda”, acrescenta Piva.

Variação relativa nas regiões

Ainda conforme o profissional, quando comparado o saldo de empregos entre demitidos e admitidos com o número total de empregos, a Amrec teve uma variação relativa de 1,27%, abaixo do Estado, que é 1,55%. “A média estadual teve um desempenho melhor, mas, quando comparamos com o mês de janeiro, a Região Carbonífera teve uma variação de 0,94%, então o número de fevereiro é positivo”, explica.

O destaque, quando analisado a variação relativa na Amrec, fica para o município de Balneário Rincão. ”Embora a cidade tenha apenas 72 vagas de emprego entre demitidos e admitidos, ela tem uma variação de 3,81%, a maior da Região Carbonífera. Proporcionalmente, foi o município que mais gerou emprego, logo depois vem Morro da Fumaça, com 2,81%. Esses são os nossos maiores geradores de emprego”, enfatiza.

Levando em consideração a análise da variação, o Extremo Sul teve um desempenho relativo melhor que a Região Carbonífera. “A Amesc teve uma média de 2,22%, então é um número bem positivo e acima do Estado. O destaque é para o município de São João do Sul, com uma vacinação relativa de 6,32%, ou seja, embora ele tenha criado só 57 vagas de emprego, quando compramos com o saldo total, ele atingiu esse percentual”, finaliza Piva.

Resultado de fevereiro supera o mês de janeiro

As regiões da Amrec e a Amesc somaram juntas 1.813 novos postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, segundo a série com ajustes do Caged. Somente no mês passado, no Extremo Sul, 542 empregos foram gerados, enquanto na Região Carbonífera, o número chegou a 1.271, o que representa, para o saldo de fevereiro, um acréscimo de 41,07% em comparação com o período anterior.

“Esses dados comprovam a importância de manter as atividades econômicas, para que as empresas possam continuar a gerar emprego e renda. Sabemos que o momento ainda é extremamente delicado na saúde, mas também entendemos que é possível buscar alternativas para melhorar esse cenário sem que os empreendedores e os trabalhadores sejam penalizados”, considera o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin.

Desempenho no bimestre

Os números positivos não se referem somente a fevereiro, mas sim, ao primeiro bimestre do ano. Criciúma, por exemplo, gerou 1.286 novos postos de trabalho no acumulado dos dois primeiros meses de 2021. Logo depois vem Içara, com 467 na soma. O município de Morro da Fumaça também é destaque, com 253 no acumulado.

Todos os municípios registraram mais contratações do que demissões no primeiro bimestre. Forquilhinha soma 231 novos postos de trabalho nos dois primeiros meses do ano; Siderópolis, 185; Urussanga, 149; Nova Veneza, 148; Orleans, 141; Balneário Rincão, 90; Cocal do Sul, 74; Lauro Müller, 30; e Treviso, 10.

Juntos os 12 municípios da Amrec acumulam 3.064 novos postos de trabalho formal acrescentados no primeiro bimestre do ano.

 

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