Professor particular ou municipal, mas com os mesmos objetivos: lecionar

Além de todas as atividades habituais de um professor, eles tiveram que se adaptar para levar educação aos alunos no formato de aula híbrido, presencial e remoto durante a pandemia

Foto: Divulgação

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Thaís Borges
Criciúma/Especial

São eles que nos apresentam as letras, ensinam a soletrar, a formar palavras, frases e depois a escrever um texto inteiro. Eles levam conhecimento sobre matemática, português, ciências, história, idiomas e sejam da rede municipal ou do ensino particular, todos têm apenas um objetivo em comum: lecionar. Em Criciúma, professores e alunos reconhecem o trabalho desempenhado por esses profissionais.

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O professor de história e religião da escola municipal Pascoal Meller, Maicon Saviato Medeiros, já atua na profissão há quase 13 anos e acredita que através do ensino, portas para novas experiências são abertas. “A profissão de professor é a mais importante que existe, porque ela forma todas as outras. Para você ser um médico, engenheiro, ou qualquer outro profissional, você precisa passar pelo professor”, afirma Saviato. “Eu acredito que a educação tem um papel fundamental na sociedade. Porque é aqui que a criança e adolescente começam a se desenvolver e, além da aprendizagem que ele adquire ao longo dos anos na escola, ele também aprende a ser um cidadão consciente, a saber os seus direitos e deveres, a respeitar as diferenças no ambiente escolar”, destaca Saviato. 

Na foto: Professor Maicon Saviato explicando sobre a importância do grêmio estudantil

Um dos alunos do professor Maicon, Pietro Marcelo de Bona Quirino, de 12 anos e do sétimo ano, acha importante o papel de um professor. “Os professores fazem uma diferença enorme, fazendo você garantir um futuro brilhante. Se você entende um assunto de matemática, você pode se tornar um engenheiro ou um professor”, revela o estudante.

Aluno do sétimo ano, Pietro Marcelo de Bona Quirino

“Cidades que têm uma educação bem alicerçada é uma região bem desenvolvida”, aponta educador

Altemir Schwarz, de 35 anos, trabalha no Colégio Marista (ensino privado) e também no ensino público. Ele é professor há 10 anos e dá aulas para os alunos do 6° ao 9° ano e ensino médio nas disciplinas de geografia, filosofia e ensino religioso. Para ele, uma cidade que tem uma educação bem alicerçada, é uma região bem desenvolvida. “O professor é uma mola propulsora do desenvolvimento de uma nação e de uma região. É o centro de referência dos processos de constituição das sociedades. É ele que orienta, que conduz, que consegue dar uma formação sólida, fundamental para todas as demais áreas de desenvolvimento”, ressalta Schwarz.

Altemir Schwarz em sala de aula

Segundo Fábio Gabriel Machado de Deus, aluno de Altemir que tem 15 anos e está na primeira série do ensino médio, o ambiente escolar ajuda a formar a personalidade dos estudantes. Ele também relembra com carinho os professores que já teve. “Tem professores da educação infantil, do primeiro, segundo, terceiro até o ensino médio que eu lembro até hoje. Guardo lembranças boas desses professores e ensinamentos que ajudaram a formar o meu caráter”, conta Fábio.

Na foto: Fábio Gabriel Machado de Deus

Desafios da profissão durante a pandemia

Com a pandemia, os professores triplicaram os seus trabalhos devido à alta demanda de funções ao lecionar remotamente, de forma presencial e híbrida. Entre os maiores desafios, os professores pontuam a qualidade de ensino e a sobrecarga do trabalho. “Existe uma defasagem. O aluno passou o ano todo sem ter estudado da maneira que deveria. Muitos estudaram pouco, outros passaram o ano sem estudar absolutamente nada”, enxerga Maicon Saviato Medeiros, professor da escola Pascoal Meller. 

“Nós tivemos que nos reinventar, trabalhar virtualmente, algo que nós nunca tínhamos trabalhado”, enfatiza Maicon.“Como professor, o maior desafio foi a sobrecarga de trabalho. A pandemia fez com que os professores trabalhassem, no mínimo, três vezes o que trabalhavam antes. Não é exagero dizer isso, a gente sentiu isso na pele”, conclui o professor do Marista, Altemir Schwarz.

 

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