Produção textual incentiva alunos a serem protagonistas

Estudantes do 5º ano escrevem artigos de opinião, resenhas, poesias e reportagens durante as aulas

Foto: Guilherme Cordeiro/ TN
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Criciúma

O papel da mulher na sociedade, a vacinação contra a Covid-19, machismo, racismo, aquecimento global e a urbanização do Brasil… Esses foram só alguns dos temas abordados em textos de alunos com idades entre nove e dez anos, do 5º ano da Escola S de Criciúma. O senso crítico dos estudantes foi incentivado a partir da produção de artigos de opinião, resenhas, poesias e reportagens.

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“O livro da sala de aula traz esses gêneros textuais, cada unidade é um gênero. Poesia, reportagem, artigo de opinião, resenha crítica, entre outros. Aí eu trago para a prática para eles produzirem. Cada trimestre são três oficinas, ao todo, são nove. Atualmente, estamos trabalhando com a reportagem”, explica o professor regente do 5º ano da Escola S, Jairto Vitto Júnior.

A última produção textual dos estudantes foi o artigo de opinião, que rendeu materiais surpreendentes. “Eu deixei o tema livre e eles puderam escrever sobre um tema que chamasse a atenção, algo polêmico e atual. Porque para ser um artigo de opinião, não pode ser um tema qualquer, tem que ser algo que gere uma discussão. Eles tiveram que pesquisar dados e informações para depois por a sua a opinião e isso envolveu muito os pais”, acrescenta Vitto.

Ainda conforme o professor, a turma do 5º ano gosta muito de escrever, o que facilita no processo de produção.  “Na escola, a gente trabalha muito essa questão de colocar o aluno como sujeito dentro da sua própria história. E também a questão da leitura e da pesquisa. Foi o que eu disse para eles quando eles começaram a escrever, que não devem escrever sobre qualquer assunto, precisa ter uma fundamentação teórica”, pontua.

O próximo desafio, agora, é simular um jornal em sala de aula. “Eles vão escrever reportagens e apresentar. Envolve muito essa questão de colocar o aluno como sujeito da própria história, porque daí isso faz com que eles se tornem protagonistas”, enfatiza o professor. “Os resultados anteriores me surpreenderam. Eles têm uma facilidade muito boa em escrever. E, quanto mais a gente dá essa possibilidade, mais eles imaginam. Isso motiva na hora do desenvolvimento”, finaliza o professor.

Apoio da família

A atividade também procura incentivar o apoio da família em casa. “Minha mãe sugeriu e eu fui perguntando para ela. Pesquisei sobre o que precisava ter em um artigo de opinião e fui escrevendo”, comenta Davi Beck de Jesus, de dez anos, que produziu um texto sobre o desemprego.

Gabriel Neves Comin, aluno do 5º ano, conta que gostou de escrever um poema sobre a cultura catarinense durante a aula de produção. “O professor apresentou vários conteúdos e deu várias ideias. Ele nos motivou e nos ensinou de uma forma muito boa, a gente conseguiu compreender de uma forma rápida. Não foi muito fácil, mas também do jeito que o professor explicou, não foi tão difícil”, comenta.

O estudante Gustavo Coelho Dabadia escreveu sobre o aquecimento global. “Fui até o computador, vi que a gente estudou esse tema em ciências e consultei o caderno. Eu gosto muito de escrever e ler, isso ajuda”, comenta. Em meio a tantos gêneros, a colega Bianca Casagrande tem uma preferência. “Eu gostei de escrever sobre o texto informativo. O professor explicou um pouco, daí às vezes não dava tempo da fazer na escola e a gente levava de tarefa. Tive um pouco da ajuda dos meus pais e deu pra pesquisar bastante sobre o assunto”, completa.

Competências desenvolvidas

Para a supervisora pedagógica da Escola S, Maria Clara Coelho Dabadia, a metodologia adotada ajuda a transformar estudantes em líderes. “Quando o professor tem essa proposta e a turma inteira acata, a gente se sente muito feliz. Nós trabalhamos na concepção da criança como protagonista. E, ela sendo protagonista do seu processo, precisa ter as suas competências escritoras desenvolvidas. É isso que o professor Jairton, junto com a nossa equipe, faz”, frisa.

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