Criciúma: só uma das 65 escolas municipais não retornou presencialmente

Escola Casemiro Stachurski, do bairro Linha Batista, está em fase final de obras no telhado

Enquanto aguardam a conclusão, alunos estudam de maneira remota (Foto: Guilherme Cordeiro / TN)
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Gustavo Milioli

Criciúma

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Em Criciúma, a retomada das aulas na rede municipal de ensino completa uma semana hoje, sem maiores contratempos registrados até o momento. Das 65 escolas, apenas a E.M.E.I.E.F. Casemiro Stachurski não retornou presencialmente – ao menos, por enquanto. O local passa por reformas no telhado e a expectativa é de que em até 10 dias os alunos voltem a movimentar os corredores da unidade localizada no bairro Linha Batista.

Enquanto isso, os estudantes seguem utilizando o Google Classroom para acompanhar as disciplinas. O mesmo ocorre com aproximadamente 10% dos alunos da rede municipal que optaram em seguir pelo ensino à distância neste ano. Esse número é inferior ao apresentado na pesquisa realizada pela Secretaria de Educação com os pais ou responsáveis, que indicou que 23% deles escolheriam as aulas remotas.

“Estimamos que 90% estejam estudando em encontros presenciais, diferente daqueles 77% previstos anteriormente. O acolhimento tem sido muito bacana. Os alunos estão felizes com o retorno”, ressalta Miri Dagostim, secretário municipal de Educação. Ele lembra que, à época da pesquisa, 5 mil pais não puderam ser consultados. “Estamos confiantes que chegaremos aos 100% de aulas presenciais a até o próximo mês”, considera.

O balanço tem sido avaliado como positivo. “Percebemos que os próprios professores também estão bastante motivados, isso é o importante. A escola é o melhor lugar para aprender, desde que seja seguido as normas sanitárias em vigência”, destaca Dagostim.

Todos os professores foram testados antes do início do ano letivo, com 25% deles positivados. Em casos de ocorrência de infecção à Covid-19, o paciente é imediatamente afastado e o local passa por uma higienização. “Nessa primeira semana tivemos apenas dois casos de coronavírus confirmados, ambos na escola Padre Carlos Weck. Eles foram encaminhados rapidamente para a Secretaria de Saúde para os procedimentos cabíveis. Nenhum dos dois chegou a ir para as salas”, declara o secretário. Em contrapartida, as aulas continuaram normalmente.

Cuidados

Todas as escolas precisam seguir as regras sanitárias. Na entrada de cada unidade, existem profissionais realizando aferição da temperatura e os alunos devem passar álcool em gel nas mãos. Cada um também tem a obrigação de levar uma máscara reserva. As mesas precisam manter o distanciamento mínimo de 1,5 metro. Caso o espaço físico não atenda a demanda, o atendimento será com alternância entre dois grupos, sendo que metade dos estudantes ficam em sala, enquanto os outros permanecem com as atividades remotas ou impressas em casa. Na semana seguinte, a organização fica invertida.

Os pais dos aproximadamente 20 mil alunos da rede municipal que optaram por qualquer uma das modalidades tiveram que assinar um termo de compromisso. Caso os responsáveis decidam mudar de modalidade, deverão comunicar a escola, que terá dez dias úteis para reorganizar o grupo.

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