Brasil poderá doar vacinas contra Covid-19 para outros países

Medida de cooperação humanitária internacional é uma parceria entre os ministérios da Saúde e das Relações Exteriores

Foto: Myke Sena

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O Governo Federal poderá doar vacinas Covid-19 para outros países. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (20), pelos ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e o interino das Relações Exteriores, embaixador Paulino Franco de Carvalho. A iniciativa, que tem como objetivo auxiliar a cobertura global de vacinação contra a doença, será autorizada por meio de Medida Provisória publicada no Diário Oficial da União (DOU).

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Na cerimônia, Queiroga reforçou o comprometimento do Brasil em colaborar para que outros países, sobretudo os que não produzem vacinas, possam imunizar suas populações, ajudando a evitar que mutações do vírus resultem em novas variantes. “O Brasil é um protagonista da saúde global e neste momento nós temos o prazer de anunciar que o presidente Jair Bolsonaro autorizou a doação de vacinas”, afirmou.

Queiroga enfatizou que o envio de imunizantes para outros países não trará prejuízo à vacinação da população brasileira e não impactará o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação. Em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores, o Ministério da Saúde será responsável por definir os quantitativos e os países a serem beneficiados pelos imunizantes. As doações serão realizadas em caráter de cooperação humanitária internacional para países afetados pela pandemia da Covid-19.

“Neste quadro, o Brasil tem muito orgulho de poder se somar aos esforços globais do combate à pandemia de Covid-19, também por meio da vacinação”, disse Queiroga. “Em nossas ações de doação, criadas pelo princípio da solidariedade, iremos fortalecer operações ao mecanismo Covax de modo a permitir que as vacinas cheguem a quem mais necessita. Iremos também trabalhar em nossa região, junto aos nossos vizinhos, mantendo nossa tradição de cooperação em matéria de saúde”, disse. Além da América Latina e Caribe, as doações também devem beneficiar países africanos.

O embaixador Carvalho afirmou que a atual emergência de saúde mobilizou esforços sem precedentes em todos os países e, ao mesmo tempo, confirmou a importância de contar com a robusta cooperação internacional. “O Brasil tem participado, neste sentido, de iniciativas que promovem a solidariedade em busca de soluções universais para a crise sanitária”, disse. “O recente surgimento da variante Ômicron também veio enfatizar o que sempre soubemos: a pandemia somente será superada quando todos os países tiverem as ferramentas necessárias para sua contenção e resposta. Ninguém está seguro enquanto todos não estiverem seguros”, concluiu.

Para realizar a doação, será necessária a manifestação de interesse e a aprovação de recebimento do imunizante do país beneficiado. O envio de imunizantes para outros países não trará prejuízo à vacinação da população brasileira, conforme estabelecido pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 do Ministério da Saúde.

Também participaram do evento o médico e vice-diretor da Organização Panamericana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa da Silva Júnior; e a diretora-geral adjunta para acesso a medicamentos, vacinas e produtos farmacêuticos da Organização Mundial da Saúde, Mariângela Simão.

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