12.5 C
Criciúma
domingo, maio 19, 2024

Entidades empresariais apoiam retorno do horário de verão

Érik Borges

Criciúma/Araranguá

As entidades empresariais, de dirigentes lojistas e do setor de turismo apoiam o retorno do horário de verão. O programa que visa reduzir o consumo de energia elétrica no país foi retirado pelo presidente Jair Bolsonaro, sob alegação de que essa prática não estava surtindo efeito. Porém, nos últimos meses, diversas entidades em nível estadual e até mesmo nacional pedem a volta do horário de verão. Mas o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, informou no início do mês que, por hora, está descartada essa mudança.

Nas regiões de Criciúma e Araranguá, por exemplo, a classe empresarial e de turismo vê com bons olhos a possibilidade de retorno do horário de verão, como é o caso do presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Moacir Dagostin. “Em função de toda a crise energética que estamos passando, será importante que retorne o horário de verão, porque isso vai ajudar em muito na economia de energia. Vivemos a nível de Brasil, uma crise hídrica muito grande e com picos de energia em alguns horários”, declara Dagostin.

O presidente da Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul Catarinense (Aciva), Alberto Sasso de Sá relata que o retorno do horário de verão acaba ajudando principalmente o setor de entretenimento, que segundo ele, foi o mais afetado na pandemia. “Porque o dia acaba durando mais e as pessoas acabam se deslocando mais para o litoral”, diz de Sá.

Ele também acrescenta que, diferente dos grandes centros urbanos, a região Sul Catarinense não apresenta os problemas de segurança causados pelo horário de verão durante a manhã. Porque, segundo ele, a principal alegação daqueles que são contra o horário de verão é a preocupação com a segurança da população que acorda cedo para trabalhar e acaba se deslocando antes mesmo de o Sol nascer, gerando insegurança.

“E como a população não precisa percorrer grandes distâncias para trabalhar na região, vimos com bons olhos. Além disso, o setor turístico pode se beneficia. E se realmente tivermos uma economia na energia elétrica, mesmo que seja uma ajuda pequena, é algo bem-vindo”, ressalta de Sá.

Turismo regional

Uma das cidades mais turísticas da região é Nova Veneza, que recebe milhares de visitantes de todas as regiões do país. E a presidente da Associação Neoveneziana de Turismo (Anet), Luana Bortolotto, conta que o retorno do horário de verão seria bom para a economia do município. “Acho bom, pois as pessoas podem ficar mais na rua aproveitando mais o dia. De modo geral,  considero positivo o horário de verão”, afirma Luana.

No Extremo Sul, Helen Becker, coordenadora de turismo da Amesc e integrante do Conselho Estadual de Turismo informa que embora tenha uma opinião formada sobre o assunto, necessita de um posicionamento técnico acerca do assunto junto ao Conselho Estadual de Turismo. “Preciso discutir isso com meus colegas conselheiros para ver qual a opinião deles sobre o assunto”, declara Helen.

Lojistas

Para o comércio local, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma, Tiago Morangoni, diz que o retorno do horário de verão é válido e lembra que o país passa mais uma vez por uma crise hídrica. “Se o horário de verão gera economia de energia, a gente apoia. Porque energia é desenvolvimento e a gente não quer ter apagão”, diz Morangoni.

O presidente da CDL de Içara, Paulo Roberto Brígido destaca a habilidade de adaptação que o comerciante tem para lidar com as mudanças de horário. “Na realidade, nós nos adaptamos naquilo que rege o mercado. Para o comerciante, o horário de verão é bom, porque ele sai cedo da loja e ainda sem precisar acender as luzes. Mas há uma divergência muito grande, não há uma unanimidade”, revela Brígido.

Segundo ele, o que está atrapalhando mesmo é a inflação. “Existe uma grande dificuldade de encontrar mercadoria disponível o tempo todo. Estão exportando mais do que vendendo para o mercado interno. Dólar muito alto e o lojista nunca consegue repor a mercadoria com o valor do último pedido. Isso tem atrapalhado bastante o comércio”, finaliza Brígido.

 

Últimas