SC: Acusado de estupro dentro de loja comete crimes sexuais há 44 anos

Suspeito foi preso em 1976, quando se fez passar por um ginecologista no Paraná; de lá pra cá, foi condenado outras vezes por praticar crimes sexuais

Foto: Reprodução/ ND+
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Joinville

O caso do homem de 70 anos que estuprou uma mulher em uma loja, no Centro de Joinville, na última quinta-feira (22), causou revolta nos moradores que vivem na cidade localizada no Norte de Santa Catarina.

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E engana-se quem pensa que este foi o primeiro crime do suspeito, preso em flagrante no mesmo dia. Segundo a Polícia Civil, ele tem condenações por crimes de natureza sexual em Santa Catarina e em São Paulo. O suspeito segue detido no Presídio Regional de Joinville, após ter a prisão preventiva decretada pela justiça.

Diário do Paraná noticiou crime cometido em 1976 – Foto: Reprodução/ND“A prisão preventiva foi solicitada pelo delegado Pedro, da Delegacia da Mulher de Joinville, justamente pelo histórico dele. Ele foi preso pela primeira vez por crime de natureza sexual aos 26 anos. Então entendemos que havia, em liberdade, uma grande probabilidade de que ele continuasse cometendo esse tipo de crime”, explica a delegada regional de Joinville, Tânia Harada.

Entre as condenações está uma de 2010, de Piracicaba, no estado de São Paulo, por estupro. Segundo o Ministério Público, a vítima, na época, tinha 17 anos quando foi constrangida a praticar o ato libidinoso pelo homem dentro de uma escola de informática. Ele pegou seis anos de detenção em regime fechado.

Além disso, a delegada regional explica que ele estava em cumprimento de pena e havia sido beneficiado por livramento condicional em 2018, pela justiça do Paraná. Na ficha criminal do suspeito, constam diversas passagens e boletins de ocorrência por crimes de natureza sexual, inclusive uma de 2009, por tentativa de estupro, em Joinville.

Em outras ocasiões, ele também chegou a ser preso. Uma delas foi em 1976, no Paraná, quando tinha 26 anos. De acordo com um jornal da época, o homem foi preso após se passar por médico e ter tentado realizar exames ginecológicos em moradoras de um condomínio.

Suspeito realizou espécie de ritual com a vítima

As câmaras de segurança da loja filmaram toda a ação. O suspeito abordou a atendente, que estava sozinha na loja, dizendo que iria fazer uma evangelização.

“A gente viu pelas câmeras que ele entrou e informou que foi no intuito de evangelizar e empreendeu um tipo de ritual. Ele escrevia três frases no papel e eles faziam algum movimento. Em seguida, ela entrega o dinheiro e ele pratica o ato sexual com ela. Nas imagens, ela parecia uma boneca na mão dela”, detalhou a delegada da Dpcami (Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso), Claudia Gonçalves de Lima, em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (23).

Ele teria, ainda, levado cerca de R$ 200 e fugido do local após o crime. Ele permaneceu cerca de uma hora na loja. Ao perceber que havia sido abusada, a mulher ligou para o marido que acionou a Polícia Militar. Ela foi encontrada em estado de choque.

Após o conhecimento do crime, as equipes, então, passaram a fazer buscas na região a fim de encontrar o homem, que foi localizado, durante a noite, em um hotel próximo a rodoviária da cidade.

Segundo Tânia, a polícia está convencida de que ele teria usado uma técnica de sugestionamento para a prática.

“Ainda não sabemos definir se o caso se trata de hipnose ou não, mas podemos observar que foi feito o sugestionamento, uma espécie de ritual, que foi feito com a vítima quando ela se encontrava sozinha no interior da loja”, explica a delegada.

A Polícia Civil segue investigando o caso e a perícia, agora, analisa o material genético deixado pelo autor nas roupas da vítima.

Com informações do site ND+

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