Na região, 420 condenados têm materiais genéticos cadastrados no IGP

O objetivo do Banco de Perfis Genéticos é comparar perfis para apuração criminal e identificação de desaparecidos

Foto: Divulgação

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A reunião de informações em um banco de dados nacional está servindo de ferramenta para a elucidação de crimes e para a identificação de desaparecidos em Santa Catarina. Na região de Criciúma, o Instituto Geral de Perícias conta com informações genéticas de 420 condenados por crime hediondo. Conforme o gerente mesorregional Sul do IGP, Sandro Brocca, o Banco de Perfis Genéticos da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (BPG/SC) é administrado pelo Instituto Geral de Perícias.

“O objetivo do BPG/SC é manter e comparar perfis genéticos para auxiliar na apuração criminal, na instrução processual e na identificação de pessoas desaparecidas. Em relação às pessoas desaparecidas, temos coletado o material dos corpos não identificados no IML/IGP”, explica Brocca. O estado conta com o total de 1.308 apenados no banco de dados. No Sul do Estado, foram coletados os materiais genéticos de condenados das unidades prisionais de Imbituba, Presídio Regional Feminino de Tubarão, Penitenciária Feminina de Criciúma, Penitenciária Sul e Presídio Masculino de Tubarão.

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“Quando o indivíduo deixa o material na cena do crime, essa amostra entra no banco como amostra de local de crime e a gente coleta o material genético de condenados por crimes hediondos. Foi assim que, através do banco de dados do IGP de Santa Catarina, a gente resolveu um caso de homicídio que ocorreu em Curitiba”, exemplifica o perito criminal bioquímico do Instituto Geral de Perícias (IGP), Clineu Julien Seki Uehara. Ele explica que o caso foi resolvido porque o material de crime da polícia cientifica do Paraná coincidiu com o material coletado em São Cristóvão do Sul (Santa Catarina).

Desaparecidos

Na última semana, Santa Catarina teve seu primeiro caso de identificação interestadual de pessoa desaparecida através do Banco de Perfis Genéticos gerenciado pelo Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina (IGP/SC), por meio do Setor de Genética Forense do Instituto de Análises Forenses (IAF).

A identificação ocorreu pelo Banco do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), após a inserção dos perfis genéticos dos pais da pessoa desaparecida no Banco de Perfis Genéticos da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (BPG/SC) e do perfil genético de um corpo não identificado pelo BPG do Rio Grande do Sul.

Nesse caso, a amostra foi coletada de cadáver localizado em novembro de 2015, na cidade de Alvorada/RS, dentro do porta-malas de um veículo acidentado. O desaparecimento foi registrado no mesmo ano e, cinco anos depois, o caso foi elucidado através do confronto genético entre os perfis genéticos dos familiares com o perfil dos restos mortais.

Parceria

A coleta dos materiais biológicos de familiares de pessoas desaparecidas foi realizada através da parceria que o Setor de Genética possui, desde 2015, com a Polícia Civil de Santa Catarina através da Delegacia de Pessoas Desaparecidas (DPPD).

“É importante deixar claro que o familiar que doa para o banco de forma voluntária para, por exemplo, identificar um parente que está tá morto, esse perfil genético dos familiares não é cruzado com o banco criminal. Isso é proibido por lei. A gente não cruza o DNA com o material coletado em local de crime”, destaca Uehara. Segundo ele, O IGP pretende expandir essas coletas para todas as unidades do Estado, mas ainda está em estudo de viabilidade.

De acordo com o gerente mesorregional Sul do IGP, Sandro Brocca, para que a identificação de pessoas desaparecidas ocorra, o Instituto Médico Legal encaminha material biológico de todos os restos mortais não identificados para o Setor de Genética Forense do IAF para extração de DNA e obtenção de perfil genético para confronto com os perfis obtidos das amostras de familiares de pessoas desaparecidas encaminhadas pela Delegacia de Pessoas Desaparecidas. Atualmente, o BPG/SC conta com 102 famílias cadastradas das 1.336 famílias registradas no BNPG.

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