Ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, é preso em operação

Mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã deste sábado. Outras cinco pessoas são alvo da ação, realizada também no Rio de Janeiro e em São Paulo, em uma força-tarefa

Foto: Divulgação/ Polícia Civil
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Florianópolis

O ex-secretário da Casa Civil de Santa Catarina, Douglas Borba, e o advogado Leandro Barros foram presos preventivamente na manhã deste sábado (6) em Biguaçu, na Grande Florianópolis, durante a segunda fase da Operação O2, que investiga uma suposta fraude ocorrida na compra de respiradores feita pelo governo do estado. Uma força-tarefa do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da Polícia Civil cumpriu quatro de seis mandados de prisão preventiva expedidos e 14 mandados de busca e apreensão. O processo corre em segredo de justiça.

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A investigação apura crimes contra a administração pública em processo de dispensa de licitação para aquisição emergencial de 200 respiradores destinados ao enfrentamento da Covid-19, adquiridos no valor R$ 33 milhões e pagos de forma antecipada.

A defesa de Douglas Borba informou nesta manhã que ainda não havia tido acesso ao processo e, por isso, não conhecia os fundamentos do pedido e do deferimento judicial. O advogado de Leandro Barros disse que prefere não se manifestar no momento, pois ainda não acessou o pedido de prisão preventiva. Por meio de nota, o Governo do Estado disse que apoia e colabora com todas as investigações necessárias para apurar eventuais irregularidades no processo de compra dos respiradores

Borba e Barros ficarão detidos na carceragem da sede da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis, até prestarem depoimento. Ambos poderão ser transferidos para outro local se a prisão for estendida pela Justiça após serem ouvidos.

Com eles, foram apreendidos aparelhos celulares que estavam em uso. Os equipamentos devem passar por perícia e serão integrados à investigação.

As ordens judiciais são cumpridas também no Rio de Janeiro e em São Paulo. No estado carioca, o presidente da Câmara de Vereadores da cidade de São João de Meriti (RJ) também foi preso nesta manhã. Durante as buscas, foram apreendidos celulares e documentos.

Os outros suspeitos presos na operação, em São Paulo e no Rio de Janeiro, devem ser trazidos a Santa Catarina nos próximos dias.

A primeira fase da operação foi realizada no dia 9 de maio. O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e a Polícia Civil cumpriram 35 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens em Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. Na ação, foram apreendidos 70 equipamentos eletrônicos, computadores, celulares, tablets, hds e documentos, segundo o MPSC, e mais de 30 pessoas foram ouvidas entre investigados e testemunhas.

Com informações do site G1 SC

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