Estadual: Adolescente morre em confronto com a polícia

Comunidade Chico Mendes reagiu com barricadas na madrugada deste sábado; polícia deve instaurar inquérito para apurar ocorrência

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Um adolescente de 15 anos morreu após ser alvejado pela Polícia Militar na noite desta sexta-feira (15), na servidão Paraguai de Assis, no bairro Monte Cristo. O confronto ocorreu na comunidade Chico Mendes, localizada na região continental de Florianópolis, e se estendeu até as 5h deste sábado (16).

Após a morte do adolescente, moradores reagiram com barricadas, garrafadas e rojões, informou o tenente-coronel Maurício Gonçalves Viríssimo, comandante do 22º BPM (Batalhão da Polícia Militar). 

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Conforme o tenente-coronel Viríssimo, os policiais realizavam uma “ação de rotina” na comunidade. O fato ocorreu durante uma ação de combate ao tráfico de drogas.

Após ser surpreendido pelos policiais, de acordo com o tenente-coronel, o adolescente correu na direção oposta, onde havia outros agentes. “Ele apontou a arma e acabou sendo revidado. Ele foi alvejado após ter fugido da guarnição”, afirmou. “Ele atirou primeiro, onde a guarnição revidou”, completou Viríssimo.

O adolescente morreu logo após a troca de tiros, por volta de 22h45. “Pós confronto ficou um silêncio total”, disse o coronel. Equipes do IGP (Instituto Geral de Perícias) foram ao local realizar a retirada do corpo do rapaz.

Após meia hora, cerca de 30 pessoas começaram “a jogar pedras, garrafas e disparar rojões contras as guarnições”. Os moradores também montaram barricadas e atearam fogo nas ruas, para impedir a passagem dos policiais militares.

Os policiais do 22º BPM acionaram outras unidades operacionais, que começaram a realizar o desbloqueio das vias. Cerca de 50 policiais atuaram na ação. Também foi registrada troca de tiros entre policiais e moradores da comunidade. A situação foi normalizada por volta das 5h da manhã.

Ninguém foi preso. Uma pistola 9 mm foi apreendida junto ao adolescente que morreu. A Polícia Militar informou que vai abrir um IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar as circunstâncias da ação policial na comunidade. O procedimento tem 30 dias para ser concluído.

 

Fonte: ND Mais

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