Balneário Arroio do Silva: assassino de Adriana Matiole continua à solta

Jovem de 19 anos, grávida de dois meses, foi vítima de feminicídio em 2017

Guilherme Cordeiro / TN
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Érik Borges

Criciúma

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O assassino de Adriana Francis Matiole, de 19 anos, continua à solta. Isso porque a polícia ainda não conseguiu localizar o suspeito, que atirou duas vezes contra Adriana e também contra outro rapaz que estava com ela, de 18 anos, em Balneário Arroio do Silva. De acordo com dezenas de testemunhas que estavam na frente de um centro de eventos onde eles estavam, os tiros foram proferidos à queima roupa e a Polícia Civil identificou o autor dos disparos no mesmo dia do crime.

Porém, após quase três anos, a impunidade se mantém. Natural dos Estados Unidos da América (EUA), Adriana estava grávida de dois meses. “Ela ia voltar para cá (EUA) na semana seguinte. No dia do crime, o assassino viu ela com um rapaz e deu um tiro no menino e ela foi para a frente dele. Foi quando ela levou dois tiros e morreu”, lembra a mãe da jovem, Damaris Mendes.

Pedido por Justiça

Damaris colocou cinco placas (outdoor) em Criciúma neste mês, com os dizeres: “Justiça para Adriana”. Além disso, colocou o número da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Araranguá à disposição para que, quem tenha informações sobre o paradeiro do assassino, denuncie. O contato para denúncias é o (48) 3529-0144.

Damaris diz que conversa com a Polícia Civil constantemente em busca de informações, mas conta que ninguém mais apontou alguma pista sobre onde ele possa estar. “Ele cometeu um crime a sangue frio. Não consigo olhar as fotos dela e ficar de braços cruzados. isso me deixa fora de mim, porque eu lembro todo dia dela. Não consigo entender isso até hoje, me pergunto até hoje por que isso aconteceu. Faltava só quatro dias para ela vir para os Estados Unidos”, desabafa Damaris.

Moradora de Nova Jersey (Estado Americano) desde 1993, Damaris conta que a filha voltaria para os Estados Unidos para estudar, trabalhar e criar o filho que estava sendo gerado. “Ele não pode sair por aí matando as pessoas e ficar impune”, diz. No Facebook, uma página “Justiça para Adriana” foi criada e já conta com 5 mil seguidores. “A tristeza que a vida está nos trazendo não vai enfraquecer a nossa luta. A justiça tarda, mas não falha”, finaliza Damaris.

Sem pistas

O delegado responsável pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Araranguá em 2017, Lucas Fernandes da Rosa lembra que, nesse caso, por se tratar de um crime cometido em público, com dezenas de testemunhas e imagens que flagraram o fato, nem precisou ser aberto um inquérito para investigar a autoria do crime. “De imediato já foi encaminhado para Justiça os devidos encaminhamentos de pedido de prisão preventiva do autor do crime. Mas até o momento ele não foi encontrado”, declara Da Rosa. Tentamos contato com o atual delegado responsável pela DIC de Araranguá, Jair Pereira Duarte, mas não obtivemos retorno.

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