Araranguá: Prédio abandonado abriga usuários de droga e prostituição

Há 15 anos fechado, antigo shopping está praticamente destruído e com lixo acumulado

Moradores reclamam da insegurança nos últimos meses (Foto: Guilherme Cordeiro/TN)
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O prédio de um antigo shopping no bairro Cidade Alta, em Araranguá, há aproximadamente 15 anos abandonado, virou local para uso e tráfico de drogas e prostituição, em uma rua de várias residências e empreendimentos comerciais.

A fachada de três pisos da construção está em mau estado de conservação e no interior pode-se ver acúmulo de lixo, janelas e portas destruídas, e as paredes pichadas.

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Sustos

Nos últimos meses, a situação começou a assustar moradores da região: à noite, é comum ouvir os gritos de usuários de drogas e, na semana passada, um casal de moradores de uma residência em frente ao prédio se indispôs com um ocupante que estava urinando de uma janela em direção à rua, ao anoitecer.

“Antes, apesar de muitos usuários de drogas passarem a noite ali, era bem tranquilo. Mas agora (depois desse incidente) eu tenho medo de chegar em casa às 20h com as compras”, lamentou a moradora Rosineri Silveira da Rocha, 32 anos.

Ela estava com o namorado na sacada da própria casa quando flagrou o homem urinando pela janela do prédio abandonado. Ela contou à reportagem que o seu namorado o repreendeu e o homem não aceitou e passou a xingá-los.

Insegurança

A Polícia Militar foi chamada e, segundo Rosineri, disse não poder fazer nada, pois o homem teria problemas mentais.

“Ele continua aqui na região, causando problemas. Ele é muito mal educado”, afirma a moradora. Segundo ela, após a ação policial, o homem teria chutado veículos e incomodado outros moradores. “Toda a vizinhança está indignada”, conclui Rosineri.

Cleiton Heiser, proprietário de um estabelecimento comercial e morador da rua Antônio Bertoncini – bem em frente ao prédio abandonado -, lamenta a insegurança vivida pela comunidade da região. “Minha mulher, à noite, faz um curso de dança aqui. Eu tenho que descer com as alunas para evitar que algo aconteça”, diz.

Igreja tenta implantar projeto social no prédio

“Em breve neste local: Projeto Social Amai-vos uns aos outros”, é o anúncio pintado na lateral do prédio de três pisos. A iniciativa é da Pastoral Social da Paróquia Sagrada Família, vinculada à igreja católica.

De acordo com o Padre Daniel Zilli Darolt, a ideia é revitalizar o prédio – cujas 66 salas têm mais de 40 proprietários diferentes, muitos deles com impostos atrasados – com apoio da iniciativa privada e incentivo do poder público, por meio da isenção fiscal e dar celeridade aos trâmites de doação de propriedade.

No local seriam ofertadas aulas de música, dança para crianças e reforço escolar para as crianças, ampliar a oficina de costura, cursos profissionalizantes e de culinária, além de assistência jurídica e médica – todos trabalhos em que voluntários já se colocaram à disposição.

“Ainda não trabalhamos no prédio, porque precisamos pedir a isenção dos impostos daqueles que doaram as salas. Precisamos trabalhar a prática burocrática do repasse das salas como doação, para depois começar a revitalizar o prédio”, diz o padre.

Prostituição e drogas

No meio da tarde, enquanto a reportagem estava na Alameda Ascendino Moraes de Sá, antiga BR-101, que dá para o outro lado do antigo shopping, uma mulher estava vagando de um lado do outro na rua e disse ser “perigoso” entrar no prédio. “Já entrei aí e não tem nada”, disse.

Uma garota de programa que também estava nas voltas do prédio afirmou ser muito comum usuários de drogas pernoitarem no local, como a mulher que estava na rua. “Dentro não mora gente, só passam a noite, mesmo. É muito lixo e perigoso, às vezes a gente, que faz programa, é obrigado a entrar porque nos chamam para ali”, afirmou.

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