“Voltar atrás não é retrocesso. É crescimento”

Deputado Volnei Weber confirma denúncia ao MPF para travar sequência da concessão da BR-101

Crédito: Lucas Colombo
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Thiago Oliveira
Florianópolis/Brasília

O leilão definiu, na última sexta-feira, a empresa que irá administrar o trecho Sul da BR-101. Com uma tarifa de R$ 1,97, o Grupo CCR garantiu a concessão da rodovia federal pelos próximos 30 anos. O caso, porém, deve se estender por mais tempo na esfera judicial.

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Segundo o deputado estadual Volnei Weber (MDB), um dos líderes do movimento que busca rediscutir o processo, foi feita uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF), com as possíveis irregularidades presentes no edital, como o estudo de tráfego desatualizado. “As falhas existem, as irregularidades existem. É um estudo ultrapassado, com cinco anos de existência, feito em uma só zona da área (Palhoça), em um tempo muito pequeno (de julho a setembro de 2015) e em uma época fora de verão, que é quando o fluxo aumenta consideravelmente”, afirma. “Nós somos a favor da concessão, mas não com irregularidades. Como vamos ter uma tarifa ideal, adequada, se o processo está construído torto, errado. Quem foi ao leilão, foi com os números do edital, de 2015, que diz que passam, por exemplo, mil veículos por dia, quando a gente sabe que isso está próximo do dobro. De 2015 para hoje é bem diferente”, completa Weber.

O deputado também destaca que o próprio valor ofertado, considerado baixo por muitos, seria ainda menor caso o edital estivesse com um estudo correto. “Se a empresa que vai ao leilão entende que com mil veículos, pode baixar de R$ 5,19 para R$ 1,97, imagina que preço chegaria com o estudo atualizado. Tem superfaturamento da mesma forma. Seria ainda mais baixo”, justifica.

Segundo Weber, mesmo com o pedágio em funcionamento, a Justiça pode suspender o processo, desde que sejam comprovadas as irregularidades. “Já foi apresentado ao Ministério Público Federal. Se eles quiserem fazer a investigação de um ou dois anos, e mesmo assim as praças estejam funcionando lá na frente, comprovadas as irregularidades, há como fazer a correção. A minha insegurança é que neste meio tempo, o povo estará pagando a conta e sofrendo com um monte de barreira no meio da estrada”, destaca.

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