Vereador contesta gasto de quase meio milhão de Urussanga com publicidade

Parlamentar Beto Cabeludo aponta aumento de cinco vezes em 2019 em relação ao ano anterior

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Thiago Oliveira
Urussanga

A sessão desta semana da Câmara Municipal de Urussanga foi marcada por um dado que preocupou os parlamentares. O vereador Elson Roberto Ramos, o Beto Cabeludo (MDB), apontou que os gastos da Prefeitura com publicidade aumentaram cerca de cinco vezes de 2018 para 2019.

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Para cobrar explicações do prefeito Gustavo Cancellier (PP), ele enviou um requerimento, solicitando a cópia de todas as notas fiscais emitidas pela empresa que venceu a licitação em 2018, e que é responsável pela conta da Prefeitura. “Em 2018, foram gastos R$ 90 mil. Em 2019, foram R$ 441 mil de comunicação. Foi gasto mais de R$ 1 mil por dia com mídia. E quem está pagando? O prefeito ou toda a população? E que o prefeito mande uma resposta coerente e que seja fidedigna”, destacou o vereador ao apresentar o requerimento na Câmara, que foi aprovado por unanimidade.

Segundo Beto, no meio do ano passado, ele já havia enviado o mesmo requerimento e se assustado com os valores gastos. “Eu já tinha achado um absurdo. Veio as notas, e até o dia 28 de junho, tinha um montante de R$ 225 mil. Agora no final do ano, comecei a olhar de novo o Portal da Transparência e achei R$ 441 de mídia. E quero saber onde foi o gasto”, afirma.

Cinco vezes mais gastos

O maior questionamento de Beto é quanto ao aumento de um ano para o outro. Enquanto em 2018 foram gastos R$ 90.012,11, segundo dados disponibilizados no Portal da Transparência, em 2019, os pagamentos para a empresa vencedora da licitação aumentaram para R$ 441.100,34. Uma diferença de mais de cinco vezes.

Segundo Beto, o contrato com a empresa de mídia corresponde a R$ 350 mil. “Para a minha surpresa, foi feito um aditivo de mais R$ 87 mil, que fecha os R$ 441 mil. E também já contrataram por mais 12 meses, por mais R$ 350 mil. Isso dá quase R$ 800 mil em dois anos”, explica o vereador.

Além disso, o parlamentar questiona os dados de 2017, já que a empresa foi contratada em 2018. “O ano de 2017 nem aparece no Portal da Transparência. Eu nem sei o quanto ele gastou. Nem a população sabe. Será que gastou? Será que não gastou?”, pergunta.

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