Uma nova ideia para a Cermoful

Advogado Alexandre Barcelos João coloca o nome à disposição para presidir a cooperativa, apostando em um modelo diferente

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Morro da Fumaça

Uma nova ideia para a Cooperativa Fumacense de Eletricidade (Cermoful) e também para toda a região que a integra. Isso é o que propõe o advogado Alexandre Barcelos João, que colocou o nome à disposição para liderar esse movimento.

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“A Cermoful tem uma base territorial muito boa. Pequena, compacta. Eficiente. Viável do ponto de vista financeiro. E vem seguindo uma marcha da região, que tem se desenvolvido menos. O que nos levou a pensar em criar um modelo diferente. Uma imagem diferente de todo cooperativismo, para modificar a região toda. Qual o princípio da nossa ideia? Transformar a Cermoful em uma ferramenta de desenvolvimento de toda a poligonal ( o território onde a cooperativa distribui energia)”, explica.

O objetivo do advogado é reunir um grupo de pessoas que possam se comprometer com a ideia. “O primeiro princípio, é propagar a união. Não queremos nem ser situação e nem oposição. Queremos união. Queremos um grupo de consenso. Mas não vamos recuar de qualquer adversário. Não vamos. Pode ser candidato de situação, de oposição. Porque vamos oferecer uma ideia para a região. E para isso, precisamos construir união e formar grupos sólidos, pois é uma cosia de médio e longo prazo. E se não tiver união, não consegue mobilizar todas as pessoas para fazer aquilo que deve ser feito”, conta.

Geração de energia

De acordo com João, a base da ideia é a geração de energia elétrica. “Isso já houve antes, quando a Cermoful tinha uma sociedade com uma geradora, e ninguém nunca viu o negócio funcionar. A nossa ideia é que a Cermoful seja a geradora, mas não por via das mãos dela. Qual é o procedimento? Reunir no mínimo os 10 maiores consumidores de energia elétrica da poligonal. Nós vamos chamar eles, colocar em uma mesa para vender o projeto a eles. Dizer que vamos criar uma empresa de sociedade anônima, da qual a Cermoful pretende ter 50% das ações, mas que não será dirigida pela Cermoful. Ela terá direito a voto, representante no conselho. Mas não irá dirigir. Não terá um viés cooperativista, porque precisamos gerar competitividade para a região. A Cermoful consume energia. O que produzir tem destino certo. As empresas que teremos como associadas, elas também consomem energia. Então vamos gerar riqueza dentro da nossa poligonal e reverter isso em benefício para tornar competitiva tanto a empresa quanto a cooperativa que com a medida dos anos vai perder subsídio. Os empresários ganham, a cooperativa ganha e todos os associados ganham”, revela.

Segundo o advogado, a ideia é financeiramente viável com as empresas que investiriam no modelo. “Uma usina de produção de energia elétrica de 1 mega, custa R$ 26 milhões. Se diluir R$ 26 milhões em 10 empresas e mais a Cermoful com o mercado de consumo cativo, já que sempre vai consumir energia elétrica, temos uma viabilidade espetacular para instituir esse tipo de usina. E os municípios são tão interessados quanto. E o resíduo decorrente da geração de energia elétrica ainda pode ser aproveitado na construção civil. Então olha que não tem como negar que um projeto desses seja viável. Imagina se produzir um mega agora, dois depois, três mais à frente. Daqui um pouco começa a subsidiar a energia renovável e o problema da região é a falta de energia elétrica. Acaba resolvendo e autofinanciando. Nossas empresas ficam mais ricas, competitivas, vai gerar mais qualidade de vida e vai dar estabilidade para a Cermoful, pois ela vai gerar a energia dela”, analisa.

Busca por lideranças

A eleição da Cermoful deve ocorrer em meados de março do próximo ano. E o objetivo de João é fortalecer a ideia, e não necessariamente ser ele o candidato. “Hoje eu estou afirmando que sou candidato, porque esse projeto só se viabiliza mediante candidatura. Alguém tem que concorrer, assumir e liderar isso. Não necessariamente precisa ser eu. Vamos começar a formar grupos de pessoas. Grupos de lideranças. Podemos ter 100 grupo de lideranças. Mas de pessoas que pensem o desenvolvimento. Qualquer pessoa do povo que se faça representar e que assuma o compromisso de viabilizar um projeto desta natureza vai escolher qual é a chapa, quem é o presidente, quem é o vice, o secretário, os suplentes, e se não tiver ninguém para liderar, eu vou continuar liderando. Podemos chegar a um momento que sequer tenha concorrência. Então essa candidatura não é um caminho sem volta. Ela é necessária para formar grupos e construir consensos. É isso que gostaria. Enquanto não tiver alguém mais disposto e preparado para liderar esse tipo de projeto, o meu nome está à disposição. E dentro desse projeto vamos formar grupos. Convidar pessoas a participar da chapa. Formar grupos. Com compromisso. E o conjunto de grupos de pessoas é que vai acabar montando essa chapa”, afirma o advogado.

Transparência

Entre as ideias, também está a ampliação da transparência, de forma que membros do conselho de administração não poderão apoiar candidatos ao conselho fiscal. “O conselho fiscal terá que ser independente. E a auditoria externa, quem contrata são eles. Para mim, preferencialmente que contratem alguém que não gosta de mim”, conta

“Vamos criar um outro conselho. Um conselho de desenvolvimento de voluntários. Com número mínimo, mas sem número máximo de voluntários. E com o objetivo de fazer a locação dos recursos que eventualmente forem gerados com a produção de energia elétrica. Como subsidiar um novo empreendimento, ou criar programas de desenvolvimento relacionados ao cooperativismo”, adianta.

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