SC: citação de dois ex-governadores em delação movimenta política

Raimundo Colombo, do PSD, e Eduardo Pinho Moreira, do MDB, teriam sido beneficiários do mesmo esquema

Foto: Lucas Colombo/ Arquivo TN
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Florianópolis

Dois fatos novos estão movimentando os bastidores da política catarinense nesta semana: a decisão da juíza federal Janaina Pascal Machado, concedendo novo prazo de 15 dias aos denunciados na operação Alcatraz; e a citaçao de dois ex-governadores na delação premiada sobre suposto pagamento de propinas ao esquema investigado pela Polícia Federal, também na operação Alcatraz.

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A delação premiada foi feita por Michele Guerra, ex-sócia da empresa acusada de manter esquema de propina na Secretaria da Administração, através do escritório do ex-secretário adjunto Nelson Nappi Junior.

O conteúdo da delação atinge diretamente o deputado Júlio Garcia, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, sobre entregas de supostos valores financeiros de diferentes formas. Ali são relatados fatos considerados graves envolvendo o líder político.

A mesma delação inclui os ex-governadores Raimundo Colombo, do PSD, e Eduardo Pinho Moreira, do MDB, também como beneficiários do mesmo esquema. Além disso, um assessor direto de Raimundo Colombo.

Estas revelações circulam pelas redes sociais de forma intensa nas
últimas horas nos mais diferentes círculos.

O presidente Júlio Garcia, segundo sua assessoria, estuda uma posição sobre o conteúdo da delação. Poderá emitir nota ou conceder entrevista coletiva.

Eduardo Pinho Moreira declarou em Meleiro esta manhã que não conhece a autora da delação, que ignora seu conteúdo e repudiou o fato.
Disse textualmente: “Estou indignado pela forma como o meu nome
foi envolvido numa delação premiada sobre um fato do qual não tenho
nenhuma responsabilidade, tomando conhecimento unicamente através
da imprensa.”

Raimundo Colombo cumpre roteiro na Grande Florianópolis, visitando candidatos de seu partido. Afirmou: “Não sei do que se trata, não conheço essa pessoa e nem o processo. Lamento que o Brasil, infelizmente, tenha virado um campo onde a honra, a dignidade e a história das pessoas sejam atingidas de forma irresponsável”. Seus assessores lembram que Colombo foi alvo de delação premiada sobre recebimento de propinas dos grupos Odebrecht e JBS em campanhas eleitorais anteriores. E que foi absolvido nestes dois casos. No dia 23 de julho, também inocentado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina.

Com informações do colunista Moacir Pereira

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