Respiradores: força-tarefa aponta “possível participação” de Moisés

Autos do processo foram remetidos da Vara Criminal da Grande Florianópolis para o Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Foto: Divulgação/ Secom
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Florianópolis

Os autos do processo que investiga a compra dos 200 respiradores pelo Governo do Estado, ao custo de R$ 33 milhões, foram remetidos da Vara Criminal da Grande Florianópolis para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). O motivo é uma “possível participação” do governador Carlos Moisés nos crimes investigados.

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A decisão foi tomada pelo juiz Elleston Lissandro Canali no início da tarde desta segunda-feira (22), após o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e Polícia Civil declinarem da competência na última sexta-feira (19).

As apurações da força-tarefa indicaram que Moisés “tinha ciência e possível participação nos fatos delituosos que estão sendo apurados pela investigação”.

No relatório feito pelo juiz, a perícia do telefone celular do empresário Samuel de Brito Rodovalho indica que o governador tinha conhecimento da situação envolvendo a compra dos respiradores.

“Ao justificar o pedido de declinação de competência, apontam as autoridades investigantes que em 17/06/2020 a equipe da Força-Tarefa, ao proceder à análise de algumas evidências digitais identificadas no Laudo Pericial nº 9100.20.1135, elaborado pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), referente ao aparelho celular utilizado por Samuel de Brito Rodovalho, e diante de novos interrogatórios realizados, constatou-se que o Chefe do Poder Executivo, Governador Carlos Moisés, tinha ciência e possível participação nos fatos delituosos que estão sendo apurados neste procedimento e nos demais dele dependentes”, diz a decisão do juiz.

O processo que investiga a compra dos 200 respiradores deu origem à Operação Oxigênio. A investigação é realizada pela força-tarefa formada por MPSC, Polícia Civil e TCE (Tribunal de Costas do Estado).

 

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