Júlio Garcia nega acusações de corrupção

Deputado usa o plenário, na Alesc, para se defender das insinuações propostas por uma delatora, ao MPF, na Operação Alcatraz

Foto: Divulgação/ Agência Alesc
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Tiago Monte

Florianópolis

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O presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), deputado Julio Garcia (PSD), é apontado, em acusação feita pelo Ministério Público Federal (MPF), como chefe da organização criminosa investigada na Operação Alcatraz. Na mais recente denúncia, o MPF afirma que o parlamentar tinha a chefia e “ocupava indubitavelmente o topo” do grupo.

Na semana passada, o MPF colocou o deputado como figura principal do caso e explicou a participação dos demais investigados. Os procuradores descrevem a organização como “endógena” por atuar dentro das próprias instituições públicas que vitimava. Ontem, Garcia usou o plenário da Alesc para se defender das acusações. “Sou detentor de uma carreira política reta e ilibada. Não havendo qualquer ato, ao longo desses 40 anos de vida pública, que possa me envergonhar. Não foram poucos os cargos importantes que ocupei. Estou no terceiro mandato como presidente da Alesc e nenhuma licitação mereceu reparo e fizemos tantas agora, neste mandato, e reduzimos os custos. Sem alardear. Isso é obrigação do homem público. Eu não respondi processos pelos cargos onde passei”, comenta o presidente.

Na delação premiada que fechou com o MPF, Michelle Guerra, ex-sócia no escritório do antigo secretário adjunto de Administração catarinense, Nelson Castello Nappi Júnior, tido como operador do esquema de corrupção no governo de Santa Catarina, revela em detalhes como se dava a distribuição da propina entre os envolvidos no esquema de fraudes em contratos públicos. Segundo Michelle, o escritório de fachada do ex-secretário adjunto de Administração do governo catarinense Nelson Castello Nappi Júnior servia para esquentar o dinheiro sujo do esquema.

Garcia contrapôs as acusações. “Há a ausência de indícios sérios que permitam antever a minha participação direta ou indireta. Aliás, mencionam apenas uma licitação, cujo valor total é inferior à propina que eles sugerem. Não há sequer um telefonema, prova qualquer, quanto à minha participação. É mera ilação. Essa segunda denuncia é mais desqualificada ainda. É sustentada em ilações e suposições”, dispara o presidente da Alesc.

*Confira a matéria completa no jornal Tribuna de Notícias desta quarta-feira

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