Investimentos em risco caso edital dos pedágios seja suspenso

Ministro de Infraestrutura afirmou que caso processo seja parado, Estado por ser penalizado

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Florianópolis

Com uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) e uma ação civil pública que deve ser protocolada nos próximos dias no Tribunal de Justiça (TJ), a Federação Catarinense de Municípios busca suspender o edital de concessão da BR-101 Sul, cujo leilão está marcado para o próximo dia 21 de fevereiro, em São Paulo. Mas as lideranças da região sabem que caso a tentativa de judicialização seja bem sucedida, o Governo Federal pode retaliar.

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De acordo com o deputado estadual Volnei Weber (MDB), o ministro de Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, em reunião ainda no ano passado, afirmou que caso o processo de concessão seja paralisado, os investimentos da pasta no Estado também irão parar.

“Percebemos que o ministro não tinha vontade de mudar isso. Falou que se parasse o processo, também pararia de imediato os investimentos em Santa Catarina, principalmente na BR-470, que liga Navegantes a Blumenau. Pararia de imediato e não teria mais investimentos. O senador Esperidião Amin chegou dizer que tem respeito, conhece o trabalho dele, mas que uma coisa não tinha nada a ver com a outra. A 101 tem um fluxo, uma economia, e a 470 também. Ali deixou claro que eles não tinham vontade e se isso acontecesse, iríamos para o fim da fila”, revela.

Presente na reunião que detalhou a ação preparada pela Fecam, o diretor-executivo da Associação dos Municípios da Região Carbonífera, Lei Alexandre, voltou a garantir que o movimento não tem como objetivo impedir a concessão da BR-101, mas sim, rever o processo.

“Não contra o pedágio. Estamos questionando a forma como foi feita. Houve uma audiência pública em Criciúma. Depois uma em Florianópolis e outra em Brasília. E de todas, tudo que foi questionado, solicitado, não houve nem uma resposta. Infelizmente, a ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] nem nos respondeu. Não deu atenção nenhuma para o Sul e não podemos pagar a conta de novo. Depois de 20 anos da duplicação do Norte, nós tivemos a duplicação do Sul. E agora vêm quatro praças de pedágio para impactar a nossa economia novamente. Temos que discutir melhor essa questão e é isso que estamos propondo junto a esses questionamentos junto ao Tribunal de Contas da União e também na justiça”, afirma.

Leia a matéria completa no Tribuna de Notícias desta quinta-feira

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