Impeachment: Defesa de Moisés pede arquivamento do processo

Em nome de Moisés, falou o advogado Marcos Fey Probst

Foto: Agência AL
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Após os denunciantes, a sessão de julgamento de impeachment do governador afastado Carlos Moisés da Silva ouviu a defesa. Em nome de Moisés, falou o advogado Marcos Fey Probst por cerca de 30 minutos e pediu o arquivamento do processo.

Probst iniciou a fala antagonizando aos acusadores. O advogado de defesa aproveitou o ataque da acusação à corte e ao Judiciário para afirmar categoricamente que a postura do tribunal misto e de seu presidente, desembargador Ricardo Roesler, foi “irretocável”, “técnica”, e “transparente”.

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Em seguida, Probst defendeu que a saída de Moisés é um ataque às eleições de 2018 e que apenas uma “certeza plena e cabal permite a condenação” de um acusado. “O governador jamais ordenou despesa, tão somente ordenou o processamento, competência que lhe é imposta”, acrescentou.

Ele defendeu que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) teve o poder decisório para o pagamento. “Podemos discordar do que fez a PGE, mas não de que a competência não é da PGE”, disse.

Probst voltou a repetir que caso Moisés tivesse impedido o pagamento da verba de equivalência, teria, aí sim, cometido crime de responsabilidade por não cumprir decisão judicial. Ele argumentou ainda que o julgamento do mérito da questão, na quarta-feira (25), reforça essa posição.

“O governador foi afastado por que não sustou um pagamento que foi considerado lícito. […] É surreal”, disse. “Isso não para em pé, com todo o respeito à acusação”, complementou.

A sessão

A sessão ocorre com tranquilidade, quase sem presença de público e com menos presença de assessores e jornalistas em relação ao julgamento do dia 23 de outubro que afastou Moisés.

Os membros do tribunal misto deputado Kennedy Nunes (PSD), Sargento Lima (PSL), Luiz Fernando Vampiro (MDB), e o desembargador Luiz Felipe Schuch acompanham a sessão remotamente.  Os púlpitos estão sendo higienizados após cada fala.

Via Rede Catarinense de Noticias

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