Forquilhinha: Juliano Arns e a promessa de reformular a máquina pública

Candidato a prefeito pelo Podemos projeta ruptura no modelo de administração no município

Podemos aposta em chapa pura no pleito de Forquilhinha (Foto: Guilherme Cordeiro/TN)
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A projeção é de uma reformulação da máquina pública e uma gestão pautada na técnica e no realismo em Forquilhinha. Juliano Arns e Dino Eyng formam a chapa pura do Podemos, partido articulado recentemente no município, na corrida eleitoral. Funcionários públicos de carreira, o plano de governo é centralizado em enxugar os cargos de confiança e potencializar os quesitos técnicos em cada setor.

Crescimento

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Arns foi eleito vereador em 2016; é o expoente político do movimento do Podemos, que se autointitula uma ruptura com a política dos últimos 20 anos em Forquilhinha. “Nós começamos o partido do zero com pessoas de fora do circuito da política. Não somos resultado da fissura de nenhum dos partidos tradicionais. Não vamos fazer o tricô político das articulações. Esse é o diferencial”, afirma o candidato a prefeito.

Na avaliação de Arns, o crescimento do município pós-emancipação foi importante, porém houve uma “captura” da máquina pública pelas lideranças políticas. “Inchou-se muito, ao longo do tempo foram desvalorizados os funcionários efetivos de carreira e criaram-se muitos cargos comissionados com apadrinhamento político. Isso onera os cofres públicos”, diz.

“Forquilhinha precisa de uma reengenharia completa da máquina pública”, acrescenta Arns, funcionário de carreira dos Correios por cerca de 20 anos, antes de eleger-se vereador no pleito passado. Ele afirma que irá cortar 40 cargos de confiança na administração pública, o que renderia, segundo cálculos próprios, R$ 8 milhões nos quatro anos de mandato. “Não é pregar desemprego. No tempo de vacas gordas, foi uma maneira de ampliar o domínio político do partido que está no poder há 20 anos”, pontua.

Plano de carreira

Segundo Arns, o plano de carreira do funcionalismo municipal será revisto, com o intuito de priorizar o mérito e os critérios técnicos. “Hoje muitas pessoas fazem concurso, vêm com grande qualificação e quando não veem perspectiva de carreira ou que o mérito não é valorizado, acabam fazendo outros concursos”, lamenta. “Se perdem grandes talentos locais que colocariam o nível da gestão pública em outro patamar”, avalia.

Desburocratização e novo plano

Dentre as propostas técnicas de gestão, além da desburocratização do serviço público para que “a pessoa não fique semanas e semanas esperando alvarás e licenças”, está a condução de um plano de desenvolvimento de médio e longo prazo. “Forquilhinha precisa fazer uma análise qualitativa. Rever Plano Diretor, papel dos núcleos industriais, aproveitar as potencialidades, como a energia mais barato do Estado e a ligação trimodal (aeroporto, linha férrea e rodovias)”, projeta.

“Tem que harmonizar o empreendimento e novos postos de trabalho com a questão urbanística da cidade. Pensar em acessibilidade, com ciclovias, em mobilidade urbana. Forquilhinha ou para e pensa em um crescimento ordenado em trinta anos ou continua crescendo muito, sem que signifique no enriquecimento de todos e organização da cidade”, atesta Arns.

Hospital 100% público é “insustentável”

Na Educação, a atenção citada por Arns é na preparação para o mercado de trabalho. “Vamos trabalhar forte em três eixos: infraestrutura, a condição física das escolas, de quadra coberta de esporte, e materiais dos professores; gestão das carreiras dos professores, remuneração, qualificação e grade com o desempenho dos alunos, que a gente mede pelo Ideb; envolver as empresas dos bairros, inseri-las na comunidade escolar, o que dá uma noção de cidadania, uma preparação para a atividade laboral”, detalha.

Na Saúde, o candidato é taxativo e critica outras candidaturas no município: segundo ele, trata-se de política “alvissareira” a promessa de um hospital 100% público em Forquilhinha; “não é sustentável”, rebate. “A responsabilidade do município é saúde preventiva e básica. Vamos ter caixa para elaborar convênios em consórcios regionais para exames de média e alta complexidade, consultas e cirurgias de especialidades”, acrescenta.

Secretariado

A promessa é por um corpo técnico de governo, valorizando os funcionários de carreira nas secretarias sempre que possível, mas não abdicando de buscar méritos em determinadas áreas. A projeção de Arns é que, em um mundo pós-pandemia marcado pelas dificuldades financeiras, o gestor terá como desafio encontrar as oportunidades.

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