Fecam se reunirá com Fórum Parlamentar para debater futuro das eleições

Federação pede pela unificação dos mandados políticos e realização de um pleito geral em 2022

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Thiago Oliveira
Criciúma

As eleições municipais seguem agendadas para o dia 4 de outubro, mas em meio à pandemia, o cenário parece cada vez mais incerto. Tanto que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, admitiu que o pleito pode ser adiado para novembro e dezembro. Mas se depender das federações de municípios de todo o país, elas não ocorrem neste ano.

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Nesta sexta-feira, a Federação Catarinense de Municípios (Fecam) irá se reunir, de maneira remota, com os representantes do Fórum Parlamentar Catarinense para tratar do tema. E a proposta defendida pela entidade é pela unificação dos mandatos políticos, com a realização de eleição geral em 2022.

“A Fecam, junto com as associações microrregionais, junto com a Confederação Nacional dos Municípios e todas as federações estaduais, nos reunimos e estamos preocupados em relação ao momento que se aproxima das eleições. A todos os prazos eleitorais, como a desincompatibilização, e em relação à pandemia que vivemos hoje. É muito difícil termos uma eleição democrática. Não temos uma situação clara, onde podemos fazer uma eleição adequada, em que os candidatos possam apresentar as propostas e que o eleitor possa receber essa propostas”, destaca o presidente da Fecam e prefeito de Caçador, Saulo Sperotto (PSDB).

“Sem ambiente democrático”

Para a entidade, especialmente neste momento de pandemia, não existe ambiente adequado para realizar um processo eleitoral. Segundo Sperotto, uma série de orientações técnicas em saúde precisam ser mantidas para não colocar em risco à saúde das pessoas, considerando também a preservação da democracia, segundo os municipalistas que “assegura a todos os cidadãos o direito de votar e de ser votado”. “Temos, em Santa Catarina, características diferentes. Temos mais de 100 municípios com mais de 5 mil habitantes. A eleição é cara a cara. Corpo a corpo. Então você vai dificultar tudo isso pela questão sanitária, pela pandemia, pelo regramento, pelo isolamento. Não terá um regime democrático. Haverá muitas abstenções. A infraestrutura de mesário e toda a estrutura necessária para se fazer. São diversos fatores que nos preocupam, para que haja uma legitimidade, uma transparência nas eleições. Para que as pessoas saibam dos seus projetos, tanto como prefeito como vereador, porque você vota naquilo que acredita. Por isso nós somos contrários à eleição agora. Não há ambiente político, Não há ambiente democrático, para que possa ser feita um eleição neste momento”, destaca.

Leia a matéria completa no Tribuna de Notícias desta sexta-feira

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