Falta de interesse do Estado coloca aeroporto de Forquilhinha em risco

Município foi informado que Secretaria de Infraestrutura não deverá manter o local

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Forquilhinha

Uma decisão do Governo do Estado coloca em risco a continuidade das atividades do Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha. Em um ofício encaminhado aos prefeitos Dimas Kammer (PP), da cidade sede do aeródromo, e Clésio Salvaro (PSDB), de Criciúma, a Secretaria de Infraestrutura comunicou que não irá continuar com a administração do, passando a função para os municípios.

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O documento pegou Kammer de surpresa, que afirma que a falta de orçamento e as limitações do ano eleitoral impedem que o município possa administrar o aeródromo. “Veio um ofício, dizendo que estão querendo encerrar o contrato e é para as prefeituras assumirem, como uma vez já era. Mas como é um ano eleitoral e não temos nada no orçamento para qualquer custo que tenha que assumir, a gente fez um ofício solicitando que isso ficasse para ser discutido no próximo ano. Que fique ao próximo prefeito que assumir, prevendo alguma coisa no orçamento”, conta.

No início de 2019, o Estado se comprometeu a ajudar a manter o aeroporto por pelo menos um ano, prazo, que segundo o prefeito de Forquilhinha, encerra no próximo mês. Atualmente, o governo paga cerca de R$ 70,6 mil à RDL Aeroportos, empresa que administra o local.

“O prefeito Salvaro e eu nos reunimos na semana passada e resolvemos fazer esse ofício e essa solicitação juntos. Assinamos e encaminhamos. Agora estamos aguardando o retorno, mas pegou a gente de surpresa. Espero que eles reconsiderem”.

Solução conjunta

Mesmo estando sediado em Forquilhinha, o prefeito garante que o município é dos que menos utiliza o Diomício Freitas, e por isso, não deveria arcar com todos os custos do aeroporto.

“Esse assunto precisa ser discutido em nível de Amrec, porque apesar do aeroporto ficar no território de Forquilhinha, é um dos municípios que menos usa, porque não sei de um empresário de Forquilhinha que tenha aeronave, que use ali. Então a gente solicitou isso, pelo fato de não ter orçamento e pelo fato de ser um ano eleitoral, que fosse discutido no ano que vem”, reitera Kammer. “Vamos ter que fazer uma reunião com os prefeitos da Amrec, junto com os jurídicos e analisar. Eu não sei nem o que fazer. Temos que discutir isso em conjunto”, completa.

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