Em busca de mudança para Forquilhinha

Nola e Miro (PSL) querem deixar para trás a “velha política” e traçar uma administração com enxugamento de cargos públicos e secretarias com técnicos

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Tiago Monte

Forquilhinha

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Um novo movimento tomou forma, em Forquilhinha, a partir da eleição do presidente Jair Bolsonaro, em 2018. Cidadãos, até então enojados pela política, resolveram formar um grupo para concorrer à sucessão no comando da prefeitura. Assim surgiu a candidatura de Nola. O companheiro de chapa é Miro. Eles formam a chapa pura do PSL para o pleito de 15 de novembro. “O modelo político-administrativo está desgastado, mas, até então, ninguém do povo queria concorrer. Principalmente quem está no comércio e na linha de frente. Todos estavam enojados de política. Quando veio a política do Bolsonaro, mais limpa, na sinceridade e no ‘amor à camisa’, a vontade se reacendeu em todos. Então, criou-se o movimento para montarmos a chapa para a eleição”, explica Nola.

O candidato a prefeito nasceu em Nova Veneza, mas adotou Forquilhinha, pois criou-se em uma comunidade limítrofe. “Venho de família humilde, pobre. Nasci e me criei na comunidade de Araçá, divisa de Nova Veneza com Forquilhinha. Em Criciúma, trabalhei em bancos e depois fui Secretário de Obras na Prefeitura de Nova Veneza em 1991. Em seguida, voltei a trabalhar na agricultura, com arroz. Trabalhei com caminhão e resolvi ir para Forquilhinha, em 1998. Lá coloquei um comércio de pisos cerâmicos e onde estou até hoje”, conta.

A gestão de Nola será baseada em redução de gastos. Ele acredita que as despesas públicas podem ser diminuídas. “Forquilhinha hoje vem de gestões engessadas nos últimos mandatos. Muita gente com altas despesas em secretarias. Cargos que não são técnicos, pessoas que estão lá dentro e não precisa. Então, nós seriamos interessantes para a cidade para enxugar as pessoas. Diminuiríamos as secretarias e as pessoas”, conta. “Esse é um papo que não agrada o servidor, mas vai de encontro ao contribuinte. A prefeitura, o poder público municipal, é do contribuinte, do munícipe, não é do servidor em si. O servidor não é dono da prefeitura, ele é simplesmente um servidor público municipal”, completa.

O “garoto-propaganda” para a cidade

Nola pretende ser o “garoto-propaganda” de Forquilhinha. Isso para impulsionar o crescimento em indústria e turismo. “A cidade tem um potencial enorme para ser explorado no turismo, economia – pela situação da cidade, que fica às margens da BR-101, tem energia barata e a geografia plana, o que facilita muito a questão do escoamento de produção, entrada e saída de caminhões. Temos transporte aéreo, ferroviário e rodoviário. Temos três modais ótimos ali. Estamos próximos de um porto. Forquilhinha precisa ser vendida com mais responsabilidade”, conta.

O candidato não esquece da agricultura e da produção de arroz. “Hoje, Forquilhinha planta, aproximadamente, 9.500 hectares de arroz. O município tem 18 mil hectares, mais da metade é plantio de arroz. Temos excelência no plantio do arroz, a produtividade é ótima. Temos industria forte e competente”, pontua.

Nola pretende fomentar a instalação de novas indústrias na cidade. “Precisa de gente nova na política, pois faz muito tempo que não chega uma indústria nova em Forquilhinha. Há muito tempo não se instala uma unidade nova de uma empresa que chega. Não tem incentivo. O pessoal que está aí faz política e não voltado ao desenvolvimento do município. Então, por isso, precisa mudar e Nola e Miro estão no jogo”, comenta.

Foco em atendimento 24 horas

Na saúde, Nola espera implantar melhor qualidade de atendimento. “A cidade é carente de um primeiro atendimento. Se a pessoa sofre um acidente, ele vai para um Pronto Atendimento e precisa de raio-x e ultrassonografia. São máquinas que não estão disponíveis e podem salvar uma vida na chegada. Isso precisaria de uma parceria para funcionar 24 horas.  Teríamos que buscar recursos, parcerias e convênios para ter o atendimento 24 horas. Não é promessa, é quase um sonho. Sabe-se que o atendimento da meia noite às 6 horas é baixo, mas, no caso da emergência, precisa ter. Vamos buscar o atendimento 24 horas”, diz.

Outro ponto importante é na busca por agendamentos por aplicativos. “Queremos informatizar todo o sistema com aplicativos para o cidadão não precisar sair de casa às 2, 3 ou 4 horas da madrugada para ficar em uma fila do posto de saúde para conseguir uma consulta. Hoje, com aplicativo tu resolves na palma da mão de dentro de casa. Então, precisamos, sim, fazer essa mudança na saúde”, ressalta.

Implantação de colégio militar

Nola sonha em colocar uma escola militar em Forquilhinha. “Não é promessa, mas vamos lutar para trazer. Uma, pelo menos. Não é promessa de campanha, é um sonho. Há algumas áreas de vulnerabilidade, em bairros de Forquilhinha, que precisariam de uma cara diferente. Uma escola militar ajudaria a resolver os problemas em uma medida só. Nós sabemos que isso é algo caro, demorado e não será de uma hora para outra que vai resolver, mas, com toda certeza, temos que lutar por isso”, enfatiza.

Ele pretende valorizar mais os professores municipais. “Forquilhinha já foi a cidade da Amrec com o professor mais bem remunerado. Hoje está longe disso e queremos trazer novamente. A educação é onde tudo começa. Médicos, engenheiros, dentistas, advogados e outros profissões foram formadas por professores. A educação é o principio de tudo”, comenta.

Nola quer deixar para trás a “velha política”. “Nós somos ficha limpa no grupo todo. Não temos uma promessa de negociação de secretarias. Vamos fazer uma campanha limpa: sem carreata e gasolina distribuída. É tudo na espontaneidade, com um pessoal que quer mudança de verdade. Jamais, a gente entraria nessa para fazer igual aos outros. Queremos algo diferente, então, não faríamos a ‘velha política’. A nossa campanha não terá vícios, promessas e entraves. Não queremos ganhar ‘mal ganhado’, para resolver um problema e criar 10. Podemos resolver problemas, sem criar outros”, finaliza.

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