Editorial: Tudo novamente?

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Esquecida por muito tempo, a palavra impeachment ganhou espaço no vocabulário do brasileiro, graças à destituição da ex-presidente Dilma Rousseff. O problema é que desde então, ela foi banalizada. Qualquer coisa se tornou motivo para pedir impeachment, que no fim, é a maior punição política para quem está no poder.

E nestes tempos de pandemia, surgem cada vez mais pedidos de impeachment, seja para prefeitos, governadores ou para o presidente. Claro, que se existe crime, se existe falcatrua, isso deve ser investigado e a punição deve ser exemplar. Mas este não é o momento de um desgaste político e social no nosso país.

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O momento exige da sociedade a concentração de esforços na saúde da população e em propostas de retomada da economia. A prioridade agora é enfrentar as crises sanitária e econômica, o que exige o esforço e a concentração de todos. É necessário, antes de mais nada, lutarmos para superar esse vírus o quanto antes.

É preciso fortalecer os nossos hospitais, as nossas estruturas de saúde, não apenas neste momento, mas para que quando a pandemia passar, as pessoas não fiquem mais horas na fila de um posto de saúde. É preciso fomentar a nossa economia, dar as condições para que os empresários continuem empreendendo, sigam fazendo a roda girar. Essa é a nossa prioridade no momento.

Vencida a pandemia e escolhidos os mecanismos para minimizar seus efeitos sociais e econômicos, é perfeitamente possível dar andamento na apuração de todos os fatos denunciados, e se preciso, abrir um processo de impeachment.

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