Editorial: Direito a todos só no papel

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É direito do cidadão, está na Constituição de 1988, o acesso à saúde, à educação, à moradia digna, à igualdade e à segurança. Direitos tão importantes, mas que na prática, os governos, nas três esferas, deixam muito a desejar. Causa-me revolta e indignação quando vejo uma mãe ou pai implorando, em um vídeo, a ajuda da comunidade para ajudar a pagar despesas com exames e cirurgias. Quando vejo pessoas nas sinaleiras ou mobilizando grupo de pessoas em pedágios para angariar dinheiro. Cadê nossos prefeitos, governador e presidente que não fazem nada? Não seria deles a obrigação de garantir o direito à saúde. De dar assistência, de fazer valer o que está na Constituição?

Já é um sofrimento para uma família enfrentar a doença de um ente querido, principalmente quando se trata de um filho, imagina para eles terem que ir para a mídia social, expor o filho para sensibilizar a população em busca dos recursos necessários. O sofrimento é duplicado. Saber que existe o tratamento, saber que há esperanças de lutar para a vida, mas que por falta de ajuda de quem poderia ajudar, o tempo está passando e a dor cada vez aumenta mais. É ou não é assim?

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Eu no lugar dos representantes do poder público teria vergonha de assistir tal situação. Penso que cada um deveria fazer a sua parte, seja ela dando encaminhamento pelo sistema único de saúde, ou não. Penso que o problema poderia ser tratado na raiz. No início do diagnóstico. Se há pessoas implorando ajuda da comunidade é porque pouco ou quase nada foi feito por parte dos nossos governantes para resolver a sua situação. Não esperar chegar a tão ponto de a família ter que ir para a mídia social implorar ajuda. A sorte de quem enfrenta um problema de saúde é que nestas correntes do bem sempre se encontra pessoas de bom coração, sempre prontas a estenderem a mão.

Ah, mas tem gente que vai dizer que o SUS não cobre tais procedimentos. Não importa. Quando se trata em garantir a saúde, não interessa de onde sai. É obrigação fazer de tudo para que a pessoa necessitada tenha o acesso a condições para lutar pela sobrevivência. É assim que deveria ser, ou estou enganado?

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