Criciúma: PT promete a volta do orçamento participativo e “onda verde”

Chico Balthazar e Júlio Bittencourt adotam discurso crítico à atual gestão e propõem um debate popular para a administração pública

Chico Balthazar foi procurador do município na gestão de Décio Góes (Foto: Guilherme Cordeiro/TN)
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Críticos à atual gestão e com a proposição de um debate popular para a construção das políticas públicas pelos próximos quatro anos. Assim se apresentam Chico Balthazar e Júlio Bittencourt, candidatos a prefeito e vice de Criciúma pelo Partido dos Trabalhadores (PT). A construção de uma policlínica central, aliado ao orçamento participativo e a onda verde semafórica, despontam como promessas de campanha, além de incluir a digitalização da educação pública.

Ex-procurador e secretário do município durante a gestão petista de Décio Góes em Criciúma, o advogado Chico Balthazar cita antigos projetos para a cidade e coloca a palavra como avalizadora para medidas que serão, se eleito, colocadas em práticas já nos primeiros meses de mandato. “Minha leitura é que o trânsito de Criciúma é abandonado”, destaca o candidato.

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“Iríamos comprar um computador que se chama Central Semafórica Digital. Em Criciúma é um sonho lúdico imaginar (uma onda verde). Se andar na Centenário hoje, tu pega todas as sinaleiras fechadas, parece que é a onda vermelha. Para resolver isso, tem que gastar um pouquinho. Tecnologia é bom, mas tem que fazer (o investimento). No primeiro mês do meu mandato, eu vou começar a comprar a Central Semafórica Digital. É um compromisso meu”, promete Balthazar.

Revisão do cálculo tarifário e ciclovias

O candidato petista afirma que congelará a passagem do ônibus “atualmente mais cara do que o litro da gasolina”, até que haja uma explicação sobre o valor do cálculo tarifário. Ainda dentro da mobilidade urbana, está no projeto transformar Criciúma na “capital das ciclovias”. “Fazê-las onde for possível. Vamos contratar os melhores urbanistas possíveis para discutir a sério, com a cidade, de como vamos fazer ciclovia em Criciúma”, aponta Balthazar.

Educação

Na educação, a promessa é disponibilizar internet para os alunos da rede pública de ensino que não tenham o acesso. “A pandemia trouxe algumas coisas que vieram para ficar, como a aula virtual. A rede municipal de Criciúma está praticamente parada, porque as crianças não têm instrumento para navegar na internet. É um compromisso, empenho minha palavra, vamos botar internet, nem que tenha que fazer uma empresa para isso, na casa dos estudantes e vamos dar um instrumento de navegação, que pode ser um computador, microcomputador, tablet ou celular de qualidade”, afirma Balthazar.

“Além disso, administrar a educação de Criciúma é trabalhar com diretores e professores de escolas. O prefeito comprou ar-condicionado para diversas escolas e mandou instalar, mas não tem nenhum ligado, porque a rede elétrica não comporta. Governar é ouvir as demandas, ter sensibilidade. Eu não sou professor, não estou dentro da sala de aula. Se o prefeito ouvir o professor, vai saber o que precisa melhorar”, pondera o petista.

Entra em pauta o retorno do orçamento participativo, colocado em prática durante o mandato de Décio Góes, que separa parte do orçamento municipal para as demandas nas comunidades e em que assembleias deliberativas dos moradores elencam as prioridades para cada região.

“O cargo de prefeito, de todos os cargos públicos representativos, talvez seja o mais bonito, porque a nossa vida acontece dentro da cidade. Tem uma simbologia muito interessante. A gestão pública municipal tem que voltar a ouvir o cidadão criciumense da maneira como ele merece e não tenha um prefeito que governe de costas para a população”, aponta Bittencourt.

Saúde

Na saúde, o projeto petista é dar atenção aos cuidados básicos e atendimento familiar e a lista de espera por especialidades no município foi alvo de crítica. “Nós já tivemos no governo Décio e até em anteriores, 100% de cobertura da saúde familiar. Hoje não chega a 80%. Construímos uma policlínica no Rio Maina com oito especialidades, ele fechou as especialidades e ficou com duas”, aponta Balthazar.

Desenvolvimento econômico

petista falou sobre o desenvolvimento econômico de Criciúma abaixo das outras grandes cidades do Estado. “Quando eu era menino, Criciúma era o quarto PIB de Santa Catarina. Quando ajudei o Décio a administrar, Criciúma era a sexta. Hoje, Criciúma perdeu mais duas, é a oitava”, analisa Balthazar, que cita Içara como caso de sucesso no crescimento produtivo na região.

“O prefeito de Içara, aqui do lado, faz aquilo que eu vou fazer. O que ele faz: ‘vou comprar esse terreno e fazer um polo industrial’. Chama os empresários da cidade, sai pelo Brasil e o mundo conversando com as grandes empresas. Olha o resultado”, aponta. “Pretendo chamar os empreendedores, chamar o capital, eu sendo um advogado de esquerda, mas como administrador da cidade, para discutir saídas para Criciúma. Precisamos agregar valor na mercadoria que a gente produz, potencializar e arrumar emprego”, concluiu Balthazar.

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