“Criciúma é governada para uma minoria”, diz Professor Ederson

Candidato ao Executivo municipal fala em governar com a participação da população

Guilherme Cordeiro / TN
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Érik Borges

Criciúma

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Governar Criciúma contando com a participação de diversos setores da sociedade. Esse é o objetivo do professor Ederson da Silva, candidato a prefeito pelo PSTU. Engajado a causas de movimento negro há mais de uma década e movimentos sindicais, Ederson milita no partido há aproximadamente oito anos e ressalta o fato de ser o único candidato negro à prefeitura em 2020, no município criciumense.

“A cidade está sendo pensada para quem tem dinheiro e não para a maioria dos trabalhadores. Criciúma é governada para uma minoria. Tanto o Legislativo como o Executivo só pensam na reeleição. O próprio povo está consciente disso”, afirma.

Para impulsionar as vagas de empregos e desenvolver a economia da região, uma das principais ações que será realizada é a abertura de uma empresa pública voltada à construção civil. Dessa forma, de acordo com o candidato, não seria mais necessário terceirizar o trabalho para empresas privadas na construção de escolas, creches, praças, etc. “Vamos usar recurso público para pagar trabalhadores do município nessas construções. Isso irá gerar emprego e renda para as famílias de Criciúma”, diz Ederson.

O candidato a vice-prefeito, Pedro Angelo (PSTU) complementa a ideia reforçando que, inicialmente, todas as iniciativas passarão por conselhos populares, no intuito emergencial de efetuar um plano de ação rumo a retomada do crescimento do município. “A Constituição Federal garante isso. Todo poder emana do povo. Temos que fazer essa inversão, fazer o povo participar das decisões governamentais. Dessa forma, o governante toma as ações mediante a força dos conselhos”, completa Angelo.

Pedro Angelo está há seis anos no PSTU e aceitou o desafio de concorrer na eleição com a proposta de revolucionar alternativas na cidade. Ele relata que segue uma linha ideológica de esquerda, com o pensamento voltado à justiça social e libertação. “O sistema atual oprime a nossa forma de pensar. Precisamos fazer uma intervenção na Saúde, injetar verbas e dar um resultado positivo para a sociedade”, ressalta Angelo.

Equiparar salários

O candidato a prefeito propõe equiparar os salários do prefeito, vice, secretários municipais e vereadores com a remuneração mensal (piso) dos professores da rede municipal de ensino. “Também vamos abrir a caixa de Pandora dos grandes devedores da cidade. As pessoas que dominam a cidade não querem divulgar quem mais deve pra cidade”, afirma.

Governar com a participação de todos

Ederson indica que a sociedade conta com diversas organizações que têm capacidade para ajudar a tomar as decisões a respeito da governabilidade, seja na área da Saúde, como também na educação, infraestrutura, cultura e demais áreas. “Se tornou tão comum situações em que obras são inauguradas sem terem sido concluídas. Isso é zombar da cara do trabalhador. Está tudo errado. A política criciumense está viciada e com indícios de corrupção”, declara o candidato.

O professor reclama da disparidade no tempo de televisão e rádio que é disponibilizado aos candidatos. “Nós, por exemplo, não temos tempo de TV nem de rádio. A gente vai nas casas das pessoas, conversa com elas e nos é perguntado por que não aparecemos nessas propagandas eleitorais”, relata.

Ele ressalta que o PSTU é o partido com o maior número de candidaturas negras no país. “A gente não usa a lei de cotas para colocar um negro como candidato. A gente acredita de fato no potencial das candidaturas. Por isso eu aceitei o desafio”, conclui Ederson.

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