Criciúma: Associação do MP rebate ataques de Salvaro contra promotora

Após questionar denúncias do MP na Operação Blackout, prefeito de Criciúma foi acusado de “faltar com a verdade”

Operação Blackout aponta que até R$ 35 milhões podem ter sido desviados (Foto: Arquivo/Lucas Colombo/TN)
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O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), acentuou a queda de braço com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), em entrevista na última quarta-feira. Após a Operação Blackout indicar que mais de R$ 35 milhões podem ter sido desviados em projetos de iluminação pública na cidade, Salvaro disparou contra a promotoria. Ontem, a Associação Catarinense do Ministério Público contra-atacou.

Por nota, a Associação disse que o prefeito de Criciúma criou fatos mentirosos e que a tentativa de politização do discurso é “típico de acusados sem argumento de defesa”.

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“O referido cidadão (Clésio Salvaro), não conformado com ações de improbidade administrativa contra si deflagradas pelo Ministério Público, alegou aparelhamento da Promotoria de Justiça e conluio com a oposição, fatos estes absurdos, típicos de acusados sem argumentos de defesa”, aponta a nota divulgada ontem.

Na quarta-feira, em entrevista à Rádio Som Maior enquanto candidato à reeleição em Criciúma, Salvaro citou o que chamou de “denúncias ridículas que ela fez”, referindo-se, sem citar o nome, à promotora Caroline Cristine Eller, que fundamentou a acusação da Operação Blackout, e que o tribunal teria dado parecer favorável a ele na investigação. A Associação Catarinense do Ministério Público respondeu:

“Prefeito ainda falta com a verdade ao inventar ações judiciais da Promotoria que nem sequer foram propostas, como a de autopromoção por locução em campanha publicitária e contratação para publicidade na área da saúde (…)

Por fim, atacou de maneira leviana a Operação Blackout deflagrada pelo MPSC, cujos fatos são objeto de ação civil pública por improbidade administrativa, a qual se encontra no prazo de apresentação das defesas preliminares, e de ação penal pendente de recebimento.

Assim, é inverídica a afirmação de que na denúncia nada foi encontrado, motivando recurso ao Tribunal de Justiça”, pontua a nota da Associação.

Salvaro acusou, novamente sem citar nomes, “uma promotora” de aparelhar o MPSC com a oposição. “Eles tentam impugnar a candidatura de Salvaro. Não encontraram absolutamente nada. Denúncias existem, diversas. Eu tenho no Ministério Público na mais elevada estima. Temos bons promotores públicos na cidade, mas lamentavelmente temos uma que está aparelhando o seu cargo junto com a oposição e isto é muito lamentável” atacou o prefeito.

Neste ano, foram pelo menos três denúncias contra Salvaro no Ministério Público: além da Operação Blackout, o prefeito foi citado no episódio que envolveria a contratação ilegal de ambulâncias no município e na renovação de contratos temporários de servidores públicos.

Para concluir, a Associação Catarinense do Ministério Público respaldou a atuação da promotora. “Reafirmamos a total confiança na Dra. Caroline Cristine Eller, que tem cumprido suas atribuições ministeriais com responsabilidade, serenidade, comprometimento e idoneidade, colocando esta entidade de classe ao seu dispor para eventuais medidas judiciais de responsabilização, caso assim desejar”.

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