CIS-Amesc pode ter gestão reformulada

Ontem, os prefeitos se reuniram para discutir ideias a uma possível comissão que administraria o consórcio a partir do segundo semestre

Foto: Lucas Colombo / TN Sul

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Érik Borges

Araranguá

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O futuro do Consórcio Intermunicipal da Saúde da Associação dos Municípios do Extremo Sul Catarinense (CIS-Amesc) ainda está indefinido. Isso porque, ontem, uma reunião com os prefeitos associados tratou sobre a possibilidade de uma reformulação no modo de gerir o consórcio. Atualmente, o prefeito de Ermo, Aldoir Cadorin preside o CIS-Amesc. Porém, ele informou que em junho deixará a presidência.

Dessa forma, os associados discutiram, ontem, possibilidades de uma nova gestão baseando-se em uma comissão que seria formada para administrar o consórcio. De acordo com o prefeito de Araranguá, que compareceu ao encontro, a principal ideia destacada se dá na intenção de contratar um administrador para presidir. “Não necessariamente precisa ser um dos prefeitos. Pode haver a contratação de alguém para desempenhar essa função. Ou até mesmo haver uma comissão com três prefeitos responsáveis pela gestão”, conta Mariano Mazzuco Neto.

Ainda segundo ele, foi conversado sobre ter uma gestão mais participativa. Além disso, um dos principais esforços da gestão será a redução de despesas. “Vamos tentar encontrar a melhor forma para continuar com a associação, que já prestou muitos serviços importantes na região”, diz Mazzuco Neto. Ao ser questionado sobre a possibilidade de ele assumir a presidência do CIS-Amesc no segundo semestre, o prefeito descartou a possibilidade. “Eu já fui presidente entre 2005 e 2006. Já dei a minha cota de contribuição. Cada prefeito vai analisar e nós vamos ser chamados ainda nessa semana para continuarmos as discussões”, afirma Mazzuco Neto.

Já o prefeito de Meleiro, Eder Matos revela que todos os prefeitos vão analisar, juntamente com o departamento jurídico de suas respectivas Prefeituras, sobre a possibilidade de repor o caixa do consórcio. “Será feita uma chamada de captação de recursos. Como todos os prefeitos são iguais diante da associação, é feita uma chamada de capital pra não deixar faltar os medicamentos necessários”, explica Matos. Segundo ele, a ideia é que todos compareçam.

Relatório do TCE

Eder Matos diz que o entendimento entre os prefeitos é de que possa ter havido excessos por parte do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ao citar os prefeitos no relatório em que indica que a gestão de 2017 do CIS-Amesc, através do presidente na época, Ricardo Ghelere, utilizado dinheiro público para fins particulares. “Tudo o que a gente faz é para fazer o consórcio funcionar. O relatório tem que ser apurado, os culpados têm que ser punidos e a vida segue. O consorcio tem um beneficio muito grande para os municípios”, destaca Matos.

Já o prefeito de Balneário Gaivota e presidente da Amesc, Ronaldo Pereira da Silva diz que o problema será resolvido na Justiça. “Não vamos deixar de prestar um serviço de qualidade por algo que possa ter sido feito no passado”, diz da Silva.

Ricardo Ghelere, ex-gestor do consórcio conta que ninguém se manifestou ainda sobre o relatório. “Nós temos convicção de que o CIS-Amesc e todas as associações de municípios do estado são privadas. Tanto é que nenhuma associação realiza concurso público e tampouco prestavam contas ao tribunal de contas. A própria obra da sede da Amesc, de quase R$ 2 milhões, foi realizada sem licitação”, argumenta Ghelere.

De acordo com ele, jamais o TCE fez qualquer auditoria em uma associação de municípios, pois não teria meios para isso. “Como podem auditar quem não presta contas para aquele órgão?”, questiona.

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