Araranguá: Tributos podem aumentar 24,51%

Entidades de Araranguá alertam a população para aumento nas taxas municipais, como o IPTU, em 2021. Pedido é para mudança de índice


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Araranguá

O índice utilizado para reajustar os tributos municipais, pela Prefeitura de Araranguá, está no radar das entidades da cidade. A União das Associações dos Moradores de Araranguá (Uama), Associação Empresarial de Araranguá e do Extremo Sul (Aciva), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – Subseção de Araranguá) e Sindicato dos Contabilistas do Vale do Araranguá (Sindicont) entregaram à Câmara de Vereadores um ofício. No documento, as entidades solicitaram ao Legislativo araranguaense a alteração no índice de reajuste da Unidade Fiscal do Município (UFM), que incide, inclusive, sobre o IPTU dentre outros tributos municipais.

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Segundo o Presidente da Uama, Lédio Pedro da Rosa, o índice utilizado atualmente é de mercado, quando deveria ser utilizado um índice público.“Nossa sugestão é que seja utilizado INPC ou IPCA, que são índices do Governo Federal e que não tiveram um reajuste tão alto quanto o IGP-M”, diz.

De acordo com o vice-presidente do Sindicont, Edio Silveira, se os vereadores não atenderem a solicitação das entidades, a população pode pagar um reajuste fora dos padrões em 2021. “Isso porque o IGP-M acumulou nos últimos 12 meses 24,51%, valor que será utilizado como referência para a Prefeitura reajustar os tributos no próximo ano”, pontuou.

Penalização em momento de pandemia

O reajuste será repassado a todos aqueles que pagam tributos municipais. “As pessoas vão ter esse reajuste, e, infelizmente, os mais pobres serão penalizados num momento de pandemia e de dificuldades financeiras”, ressaltou o presidente da OAB Subseção de Araranguá, Laercio Machado Junior.

O presidente da Aciva, Alberto Sasso de Sá, pediu que a população se atente à essa pauta. “Acreditamos que não é o momento para um aumento tão alto. Estamos passando por uma pandemia, muitas pessoas estão passando por dificuldades financeiras. Em nossa cidade, pessoas perderam o emprego e a renda e aquelas que continuam com os empregos não terão um aumento de 25% nos seus rendimentos”, finaliza.

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