O tesouro da fé

Leia a coluna completa no Jornal Tribuna de Notícias

- PUBLICIDADE -

A nossa fé nem sempre é madura para compreender esta aliança entre Deus e a humanidade, ou até mesmo para perceber que nesta parceria a primazia é sempre da graça de Deus. Santo Agostinho dizia que nós não somos capazes de realizar o bem sem que antes o bem nos tivesse sido dado.

O que eu faço, faço porque Deus já fez em mim. Deus só pede aquilo que já nos deu. Se Ele me pede que eu ame é porque Ele já me deu amor anteriormente. Se Ele me pede que eu seja bom, é porque Ele já me deu a bondade anteriormente. É a corroboração desta palavra, eu não posso ser por mim mesmo. É sempre Deus que me abastece.

- PUBLICIDADE -

Às vezes achamos que somos assessores de Deus. Que vamos dizer a Ele todas as novidades do mundo. É igual aquelas rezas que a gente vê por aí: “O Senhor olha para ele, como ele está triste. Cura ele Jesus.” Como se Deus não soubesse o que deveria fazer. Como se o sábio fosse eu.

A nossa oração não pode ter esta carga de arrogância, porque isso não nos amadurece. O correto é dizer: “Senhor, te apresentamos esta pessoa, a sua realidade, nós acreditamos no amor, na sua bondade”, pronto. Isso a gente fica mais humilde na reza. E aí também a gente vai permitir que aquela oração clareie dentro de nós o queprecisamos fazer para que o milagre se cumpra.

A nossa fé tem que nos dar a confiança de que Ele realiza aquilo que realmente Ele quer e sabe que deve ser feito. Por que as vezes nem a gente sabe o que deve ser feito, somos muito limitados e achamosque Deus deve tirar isso daqui e por aqui.

Deus não tem que tirar, às vezes Deus só precisa arrastar. Às vezes, nós levamos um tempão para perceber que aquilo que estávamos pedindo não era honesto. E depois, Deus fez tudo do jeito que a gente não queria e aí percebemos que foi a melhor maneira de resolver aquela situação. É por isso que a fé deveria nos dar sempre a maturidade do silêncio, da entrega.

Se eu peço demais a mesma coisa é como se eu estivesse demonstrando para mim, não para Ele, que eu tenho uma descrença silenciosa. Ou então uma crença de que Deus só atende quando a gente insiste.

A insistência não é para modificar o que Ele pensa. Por que se eu insisto demais em pedir a Deus que faça isso, que faça aquilo, todo dia peço a mesma coisa. Eu estou considerando que Ele não é capaz de guardar no coração dele o que entreguei.

O conteúdo completo você acompanha na edição impressa do Jornal Tribuna de Notícias ou no TN Digital. Leia esta e muitas outras colunas, ligue para o (48) 3478-2900 e assine!

-- PUBLICIDADE --
Compartilhar

NOTA: O TN Sul não se responsabiliza por qualquer comentário postado, certo de que o comentário é a expressão final do titular da conta no Facebook e inteiramente responsável por qualquer ato, expressões, ações e palavras demonstrados neste local. Qualquer processo judicial é de inteira responsabilidade do comentador.