População desmoraliza o isolamento

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As cenas registradas durante o feriadão em várias cidades do litoral brasileiro desmoralizaram os atos de prefeitos e governadores sobre isolamento. O povo partiu para a desobediência, inconformado com decisões políticas nem sempre alicerçadas em estudos científicos.                 Se as praias superlotadas, com multidões aglomeradas, não resultarem em crescimento vertiginoso de contaminados, as medidas restritivas perderam o sentido. Os ajuntamentos vão se multiplicar.

Os tais comitês de crise estão decidindo há seis meses sem qualquer transparência, como já destacaram promotores de Justiça. É um abre-fecha que poucos entendem. E o resultado, por desinformação ou por contestação, está nas festas clandestinas e nas aglomerações escancaradas.

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Ninguém consegue entender como é possível proibir caminhadas nas praias ou avenidas, se a medicina recomenda ar puro. Impossível explicar por que, adotados os protocolos higiênicos, os bares e restaurantes têm que funcionar com lotação mínima. Pior: por que os hotéis, que tiveram um prejuízo milionário, só podem receber 50% da lotação, se os quartos e apartamentos com casais e famílias são isolamentos perfeitos?

Outra questão que os prefeitos da Grande Florianópolis não respondem: “Por que razão não atendem pedido da Abrasel-SC para liberação de mesas e cadeiras nas áreas externas de bares e restaurantes?”

Em todos os centros históricos das cidades, na beira de rios, lagoas e praias, os ambientes mais agradáveis de convivência são os restaurantes e bares ali instalados. Em Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça, banhados pelo mar, proíbe-se ou se burocratiza o acesso público.

Medidas que, se aplicadas, reduziriam os incalculáveis prejuízos dos empresários e resultariam em mais emprego, imposto e renda.

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