Um mês depois da volta dos ônibus, ACTU vê movimento “muito baixo”

Segundo Associação Criciumense, cerca de seis mil passageiros têm utilizado o transporte coletivo diariamente

Foto: Arquivo / TN

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O retorno do transporte público municipal completa nesta semana um mês em Criciúma, mas a Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU) tem poucos motivos para comemorar. O movimento ainda é considerado baixo, aquém da necessidade. Atualmente, são cerca de seis mil pessoas utilizando os ônibus municipais na cidade todos os dias.

“Para o sistema isso é muito pouco. Não sei se as pessoas se acostumaram a andar com outro meio, ou se isso é reflexo das demissões no comércio, mas está bem abaixo do esperado. Também, tem o fato de o pessoal ter um acúmulo de crédito no cartão CriciumaCard, então é a partir desse mês que poderemos ter uma outra realidade”, afirma Everton Trento, presidente da ACTU.

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Entretanto, o presidente mantém uma expectativa pouco otimista. “Eu sei que não vai mudar muito. A situação do transporte irá continuar bem difícil”, prevê. Desde a última sexta-feira, alguns horários e itinerários passaram por alterações, para melhor atender a comunidade.

“Em função das empresas e das indústrias de comércio terem uma necessidade de entrada mais cedo no trabalho, criamos uma linha de atendimento com a autorização da Diretoria de Trânsito e Transporte (DTT), para que um ônibus interbairros passe no Terminal Central e vá até o do Pinheirinho, faça o bairro Santa Luzia e depois retorne. Isso será às 5h, de segunda a sexta, e o retorno às 21h20. Serve para atender a região da Santa Luzia e do Rio Mania. Se outras regiões apresentarem a necessidade, faremos também”, explica Trento.

Os horários e itinerários podem ser conferidos no site da ACTU (actu.com.br), no site da Prefeitura Municipal (criciuma.sc.gov.br/) ou ainda pelo aplicativo Moovit, que permite ao passageiro localizar e acompanhar em tempo real a localização dos ônibus. O APP está disponível no sistema Android e iOS.

Mesmo com baixo movimento, usuários reclamam de pouca fiscalização

O movimento nos terminais ainda está longe do considerado ideal pela ACTU, mas isso não impede os usuários de relatarem o descumprimento das normas sanitárias impostas para evitar a propagação do coronavírus.

Luliana Vieira trabalha em uma loja no centro durante o dia. Ao fim do horário comercial, por volta das 18h, diariamente ela percebe aglomerações dentro do Amarelinho que pega para ir ao Terminal do Pinheirinho. “Já deixei de pegar o ônibus por estar muito cheio. Chamei um Uber. Os motoristas param em todas as paradas, sempre entrando mais gente, mesmo já estando com a capacidade máxima permitida”, conta.

Como medidas, a Prefeitura de Criciúma ordenou que o pagamento das passagens seja obrigatoriamente pelo cartão CriciumaCard, para não haver o manuseio de dinheiro. Todos precisam higienizar as mãos com álcool em gel antes de entrar nos veículos. Marcações no chão indicam a distância mínima que os usuários precisam manter entre si, de 1,5 metro, com 50% da capacidade liberada. Ninguém pode entrar sem estar usando máscara.

Foto mostra distanciamento desrespeitado (Divulgação / TN)

O problema é que nem tudo isso é respeitado, principalmente nos horários de pico. E ainda falta quem fiscalize. “Não há cuidado nenhum. Fico preocupada, porque minha família está em jogo. Se eu e o meu esposo não trabalharmos, ninguém vai. Percebo que algumas pessoas entram sem passar o álcool em gel, nos dias frios tem janelas que ficam fechadas, isso sem falar nas aglomerações”, reclama Luliana.

ACTU ainda não pensa em ampliar frota de Amarelinhos

“Em alguns horários específicos acontece um aglomero maior. Se você pegar os terminais e as paradas no meio, as pessoas vão descendo e subindo, então pode haver um acúmulo entre uma parada e outra. Mas durante o trajeto maior, não. Colocamos alguns veículos expressos para ajudar. O interbairros é um exemplo, ele vai de terminal a terminal, sem paradas. Conforme a demanda vai aumentando, a gente vai ampliando”, declara o presidente da ACTU.

Sobre a fiscalização, Everton Trento diz que não tem percebido muitas ocorrências no descumprimento das normas. “O pessoal tem utilizado máscaras, todos os veículos e os próprios terminais tem álcool em gel e nossos profissionais também estão utilizando todo o equipamento necessário. Por enquanto, está tranquilo”, pondera.

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