Trabalhadores do Samu cobram pagamento do 13º Salário

Categoria pode paralisar as atividades na próxima segunda-feira caso a OZZ, empresa que gere o serviço, não regularize a situação

Foto: Arquivo/Divulgação

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Os trabalhadores do Samu de Santa Catarina podem paralisar as atividades na segunda-feira da semana que vem. De acordo com o Sindisaúde de Criciúma, a OZZ, empresa terceirizada que gere o serviço em Santa Catarina, não efetuou o pagamento do 13º Salário aos colaboradores.

Além do 13º Salário, os trabalhadores do Samu reclamam da falta de férias e reajuste salarial nos últimos três anos, assim como a falta de equipamento adequado para o trabalho, como EPIs, seringas e falta de manutenção nos veículos.

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O diretor do Sindisaúde de Criciúma e região, Cleber da Silva Cândido, disse que a paralisação será deflagrada para a segunda-feira, dia 21, caso a situação não seja resolvida até a sexta-feira, e pode durar um dia ou permanecer por mais tempo. São aproximadamente 170 funcionários do Samu na região, entre enfermeiros, médicos, motoristas, rádio operadores, dentre outras funções.

“Há mais de três anos não há reajuste salarial aos trabalhadores e eles estão sem férias nesse tempo. Agora culminou com o atraso do 13º e ficou insustentável a situação”, lamentou Cândido.

A gestão do Samu no Estado é da OZZ, empresa especializada da área, com sedes em Curitiba e Florianópolis. A empresa alega que deixou de receber repasses do governo estadual e há um déficit de até R$ 90 milhões – a expectativa é saldar a dívida no primeiro trimestre do ano que vem.

Cândido estranha a resposta da empresa. “A desculpa deles é de que há um déficit contratual, mas renovaram o contrato ontem por mais um ano. Também assumiram a gestão do atendimento aéreo, há uma semana, e continuam alegando o déficit no contrato. Isso nos deixa intrigado”, argumenta o sindicalista.

A OZZ enviou uma nota por meio da assessoria de imprensa sobre a possibilidade de paralisação do Samu em Santa Catarina. A empresa alegou ter vivido insegurança neste fim de ano pelo término do contrato vigente com o Estado, tendo renovado na última segunda-feira, e que está viabilizando para os próximos dias o pagamento do 13º.

Sobre os equipamentos, disse em três anos não ter sido constatada nenhuma irregularidade pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e as férias haviam sido suspensas em acordo com uma Medida Provisória (MP), que caducou, e já apresentou a escala de férias junto ao MPT e aos sindicatos.

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